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segunda-feira, 23 de abril de 2007

Fragmentos

São recortes mais ou menos aleatórios:

Na quinta-feira retrasada, quando o professor de bioestatística ia começar a dar aula (na verdade, não é bem aula o que ele dá, mas... ah, deixa pra lá!), uma aluna do Centro Acadêmico pediu para que ele cedesse parte da aula (no fim das contas, a aula quase toda) para um sujeito apresentar um curso de memorização. Segundo ele (o cara do curso de memorização), a coisa funciona e fez um teste com a gente. Pediu para que citássemos vinte palavras, enquanto o C. (o representante de sala) foi escrevendo na lousa. Depois pediu para que lêssemos uma vez e nos deu (acho que) um minuto para escrever o número e a palavra correspondente. A maioria não conseguiu lembrar nem metade (eu lembrei de 8 ou 9 números e respectivas palavras), mas ele provou que o que ele prega é real (serááááá?)... ele leu as palavras uma vez e se lembrou de tudo (!)... ele ficou de costas para a lousa e o pessoal ia falando os números e ele ia falando as palavras correspondentes (enquanto o C. ia fazendo um "x" nas palavras que ele acertava).
O curso dura uns quatro dias e, se não me engano, são de mais ou menos duas horas cada. Tudo isso por apenas R$ 200! (Claro que fui irônica.)

A C., uma colega de sala, comentou que aquilo que ele tinha feito era um tipo de memória superficial, e perguntou se o curso trabalhava também com uma memória mais profunda - acho que ela quis dizer "aprendizado"... daí eu senti que o cara balançou e deu uma resposta mais ou menos. Adorei a colocação dela. A C. é ótima!

Depois, busquei "curso de memorização" pelo Google e achei um monte de coisas. Li um dos sites e estou tentando aplicar algumas dicas do tipo:

- relaxar corpo e mente antes de começar a estudar;
- aliás, não é pra dizer "vou estudar", mas "vou APRENDER", porque a mente se prepara para um novo aprendizado e, de certa forma, nos sentimos mais motivados (pior que "estudar", pra mim, tem uma conotação "decoreba" mesmo...);
- procurar ouvir música clássica (ajuda no relaxamento, desenvolve a memória cognitiva e criatividade);
- não estudar (digo, APRENDER) por longas horas, porque a nossa mente se cansa quando estamos concentrados numa mesma coisa por tanto tempo, dar intervalos;
- quando estiver lendo um texto, procurar grifar palavras-chave e depois fazer um esquema do tipo "árvore": escrever a palavra central e/ou um desenho bem colorido, com palavras/termos associados a ele - segundo o dono do blog, nossa memória não se dá por pensamentos ultra-organizados (como anotações perfeitamente lindas que fazemos em sala de aula, por exemplo), mas por associação (no meu caso, aprendo muito melhor quando vejo um esquema, uma foto, de preferência, com muitas cores, acho que sou BEM visual);
entre outras dicas que não lembro.

Até comprei um livro sobre memorização num sebo, só que ainda não chegou. Quero entender um pouco mais sobre isso... mas, de qualquer forma, já estou aplicando algumas coisas que li no site e depois eu conto se está dando certo.

***

Hoje fizemos um experimento no laboratório de microbiologia que me lembrou um programa infantil que vi uma vez na TV... mas mesmo assim foi tri divertido (amo essas aulas!).
Primeiro vou contar do programa, que é mais simples, e depois eu conto da aula (o princípio é o mesmo - aliás, eu ainda quero fazer o experimento que passou no programa infantil em casa!).

No programa, o apresentador colocou gelatina de ágar (ágar é um meio de cultura (substância onde crescem microorganismos) bem rico em vitaminas, é feito de algas marinhas, e os microorganismos crescem nele com facilidade) numa bacia e, depois que a gelatina ficou num estado mais sólido que líquido, ele pediu para que uma criança, sem lavar as mãos, colocasse a mão espalmada sobre a gelatina. Depois de algumas horas ou dias (não lembro), cresceram várias colônias de microorganismos/bactérias ali. Depois, o apresentador pediu para que a criança lavasse bem as mãos com sabonete e pediu para que ela espalmasse a mão numa outra bacia com gelatina de ágar sólida. Nessa segunda bacia, cresceram só duas ou três colônias. Ou seja, é importante lavar as mãos! Dãããã! HAHAHAHAHA Mas, falando sério, achei genial mostrarem isso num programa infantil!! O cara demonstrou por A + B que as mãos se sujam e têm "bichinhos", e por isso temos que lavá-las antes das refeições, etc. É o tipo de educação que eu gostaria de dar para os meus filhos... tem coisas que mesmo explicando dez mil vezes, a criança não vai entender, mas se você provar pra ela que o que você diz tem fundamento, a lição estará aprendida para sempre. Mas antes eu quero ver se isso funciona mesmo... o legal é que a gelatina de ágar (tem pra comprar em supermercado, minha mãe compra de tempos em tempos, a consistência é diferente da gelatina normal e tem que acrescentar um pouco de corante e açúcar... eu gosto de todas as gelatinas) não precisa ficar na geladeira, ela fica sólida em temperatura ambiente e não derrete... ou seja, é propícia para fazer experimentos sem comprometer a higiene dos alimentos que estão na geladeira! :) Minha mãe vai dizer: "Mas que desperdício gastar gelatina de ágar pra fazer ISSO!".

Na aula, a coisa foi um pouco mais complexa. Mas só um pouco. O meio de cultura era ágar sangue (ágar misturado com sangue - acho que sangue humano... de bolsas de sangue que o hemocentro não usou e doou pra faculdade); a amostra foi coletada com um swab (um "cotonetão" - a ponta é igual um cotonete mesmo, mas a haste é bem longa) e depois depositada/esfregada sobre esse meio de cultura, que estava em uma placa de Petri (é uma placa redonda de vidro, com mais ou menos 5 cm de diâmetro e, na maioria das vezes, trabalhamos com uma tampa para que as amostras não se contaminem com microorganismos que não têm a ver com a pesquisa). Eu quis ser a voluntária e a J. foi a "pesquisadora"; é que eu tinha andado de ônibus (fui pra faculdade de ônibus hoje, porque fui mais cedo, para ficar na biblioteca estudando bioquímica), não tinha lavado as mãos (óinc!) e queria ver que tipo de COISAS iam crescer ali. (Sempre faço os experimentos e relatórios com a J., ela é o meu par nas bancadas de microbiologia e anatomia. Nas aulas de laboratório de histologia, meu par é a B., porque os pares foram arranjados por ordem alfabética pelo professor - adoro a B.!, sendo que ela, a B., também fica na mesma bancada que eu e a J. nas aulas de micro e anato, mas nessas duas aulas ela faz par/estuda com o F.)

A placa de Petri com o ágar sangue foi dividida em três partes, como uma pizza (marcada com caneta para retroprojetor do lado externo da placa) para depositar três tipos de amostra:

- mão sem assepsia (= mãos porcas - as minhas!)
- mão lavada com detergente por CINCO MINUTOS (minha pele quase saiu!! :-D)
- mão lavada com álcool iodado por um minuto

Daí acendemos a chama (bico de Bunsen) e a J., depois de tirar o tampão (um tipo de "rolha" feita com um monte de gase enrolada) da parte superior do tubo de ensaio com solução salina (eu não sei o que é exatamente essa "solução salina"), passou essa parte do tubo sobre a chama para "esterilizar"; então ela colocou o swab ("cotonetão") lá dentro, passou de novo o tubo pela chama, tampou e depois fez a coleta, esfregando o swab na minha mão direita e depois depositou lá no ágar sangue, dentro da placa de Petri. Repetimos isso mais duas vezes (depois de eu ter lavado a mão com detergente e, mais uma vez, depois de eu ter usado álcool iodado, sendo que esse segundo é amarelo e tem um cheiro enjoativo). E pronto. As placas de todo mundo vão para a estufa e na semana que vem vamos ver que MONSTROS NOJENTOS cresceram ali... :-D

Esse experimento foi feito basicamente para mostrar como os métodos de assepsia e desinfecção são importantes. Coisa que o apresentador do programa infantil e todas as crianças que viram o programa também sabem.

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Estou combinando com a L. de ir para o "Noitão HSBC Belas Artes" no mês que vem. É uma sessão coruja de cinema! São três filmes direto; começa meia-noite e termina às 7 da manhã!! Eu quero!! A L. topou. E eu sou a mais feliz. Conheci a L. pelo Orkut, na comunidade "Cartas e Correspondência"; por enquanto só nos conhecemos por carta, mas se tudo der certo, vamos pra esse "Noitão". E no fim da sessão, parece que tem café da manhã "para quem sobreviver" (como ela disse!)... hahahahaha.

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Tirada da J. que achei ótema. Há alguns dias estávamos conversando na faculdade, até dar a hora de subirmos pra sala. Aí o F. estava com uma lata de Coca na mão e eu comentei, só pra encher o saco: "Isso faz mal!" (como sou chata!!) e ele comentou: "Eu sei, mas não bebo muito [blablablá - aquele papo de viciado... *risos*]... tanto que depois que tive uma cárie, passei a tomar refrigerante sem açúcar".
Eu: - Você teve cárie depois de adulto?
F.: - É...
J.: - Também... o pai dele é dentista!
Eu: - Ahhhhhhh... meus filhos não vão ter cárie!!!
J.: É, mas vão nascer com os dentes todos tortos!
E todo mundo riu.
A J. definitivamente tem umas tiradas primorosas!

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Acho que estou com uma cárie e vou ter que ir à dentista na quarta. A dentista que me atende desde que eu tinha sete anos passou por cirurgia e vou ter que me consultar com outra dentista indicada pela secretária dela. Eu não queria outra dentista, mas se eu não for, daqui a pouco a minha cárie vai começar a gritar.

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Hoje de manhã a S., com quem estudei no colégio, veio buscar umas transcrições que fiz pra ela (de umas entrevistas que ela fez com mães portadoras de HIV positivo - era para o trabalho da pós que ela desenvolveu, ela é enfermeira) e fiquei feliz em vê-la. Daí ela comentou sobre algumas coisas recorrentes que ela via no postinho onde ela está trabalhando agora... mães com uns dez filhos... cada filho de um pai... mulheres que, mesmo muito pobres, ficam felizes engravidar de novo (???????)... haja bolsa assistencial pra toda essa gente!! E a S. concluiu que somos felizes e não sabemos. E, sim, temos que parar de reclamar, porque, já temos mais que o suficiente.

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Agora eu preciso terminar o relatório de bioestatística.

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