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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Ballon Rouge - Albert Morisse

Vi esse filme ontem à noite. É ótimo!!

Filme mudo, francês, de 1956, de 36 minutos. Sei que muita gente, de cara, iria julgar uma chatice, mas o filme é muito bom.

O Pascal Morisse, protagonista, é filho do diretor, Albert Morisse e atua muito bem (é uma graça, o garoto!).

Esse filme se passa em Paris e mostra a amizade do garoto com um balão vermelho (daí o nome do filme, "ballon rouge"; "rouge" em francês quer dizer "vermelho"... talvez por isso o "rouge" da maquiagem também tenha esse nome? Antigamente só devia existir "rouge" vermelho para deixar as maçãs do rosto das mulheres mais joviais?? Depois eu pesquiso isso!) que ele encontra enroscado num poste de iluminação. Ele sobe e pega o balão para ele e, nesse dia, chega atrasado na escola. Parece ser um menino solitário e instrospectivo e fica feliz quando ganha a amizade do balão, que passa a segui-lo por toda a parte. Quando outros meninos cobiçam o balão, ele solta o cordão e o balão flutua, então os meninos não conseguem alcançá-lo. Depois o balão volta para as mãos do menino, que geralmente pega o cordão e sai correndo para que os outros meninos não os alcance.

(Se não quiser saber o fim, pare a leitura aqui.)

Já quase no fim do filme, os meninos conseguem pegar o balão e começam a jogar pedra nele, até que ele murcha e "morre". Nesse momento, todos os balões de Paris se soltam das mãos das crianças, dos vendedores, e flutuam, enchendo os céus de cor (é linda a cena!!!). Os balões vão até o menino, que está muito triste, agachado, olhando seu amigo morto no chão, e oferecem duas cordas para que ele segure. Quando ele segura todos os cordões, os balões sobem e levam-no para um passeio panorâmico. Essa última cena me lembrou muito "O Pequeno Príncipe". Se não me engano, o Pequeno Príncipe usava gansos selvagens presos em cordas para viajar pelo espaço, enquanto o garoto parisiense viajou com balões coloridos. Lindo demais!!

***

Estou quase terminando de ler o livro "A escola com que sempre sonhei sem que pudesse existir, do Rubem Alves", que foi indicado pelo amigo Gu(stavo). Estou amando esse livro, que, de certa forma, "casa" com as idéias do livro "Como um Romance", do Daniel Pennac, sobre o qual escrevi aqui há alguns dias. Depois eu volto para contar.


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