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sábado, 26 de maio de 2007

Curso de odontologia e Museu da Língua Portuguesa

Hoje não tem foto porque não levei a câmera para São Paulo. Tontice a minha.

Hoje fui para um curso de odonto na FMUSP - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - de manhã (ainda bem que fica em frente ao metrô Clínicas, portanto, não me perdi) e, depois, para o Museu da Língua Portuguesa. No ônibus das 6 da manhã, encontrei minha prima Di, inclusive foi ela que indicou esse curso para mim; ela é fisioterapeuta e está fazendo um curso de acupuntura aos sábados em São Paulo e estava com duas amigas. Não conversamos muito, mas, ao chegarmos, ela me deu um passe do metrô porque àquela hora (umas 7:10) a fila estaria enorme. Eu amo a minha prima! Não só por isso, mas por todas as atitudes dela em relação a tudo e a todos.

Parece que esse foi o primeiro curso voltado para odontologia que a FMUSP promove e achei bem legal, apesar de ter "pescado" em alguns momentos - eu estava muito cansada; vários palestrantes abordando o tema "tratamento odontológico a pacientes cardiopatas". Apesar de não saber nada sobre anestésicos ainda, achei legal ter um contato prévio para o que vai vir nos anos seguintes. É preciso fazer uma boa anamnese, fazer os pacientes preencherem ficha (igual o Bibancos faz), perguntar várias vezes se não usam remédios (indicados por médico ou por auto-medicação), explicar a importância de não omitirem esse tipo de informação, é preciso, enfim, criar um vínculo de confiança entre profissional da saúde-paciente. Gostei muito e quero continuar participando.

Depois, o Museu. Eu queria muito ir lá para ver a exposição temporária da Clarice Lispector. Fiquei chateada porque perdi a exposição do Guimarães Rosa (achei que ele ficaria lá "pra sempre"), aí não queria visitar Clarice, antes que ela fosse embora também. Minha escritora brasileira preferida, porque, com "A Paixão Segundo G.H.", me fez sentir coisas diferentes, me ensinou a ter um olhar diferente sobre mim e sobre o mundo, foi um acréscimo enorme na minha vida.

A Carol havia me falado sobre a Praça da Língua, disse que, quando ela foi, havia uma fila enorme, mas valia a pena. E realmente vale - é lindo demais! Dei sorte, o museu estava relativamente vazio (em se tratando de São Paulo, uma cidade em que tudo é sempre cheio) e pude ver tudo com calma, li muita coisa inédita (cartas que ela escreveu ao filho, quando ele estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos, cartas a amigos/escritores brasileiros) dentro de gavetas - achei demais isso: um espaço com gavetas até o teto, mas só nós é permitido abrir as que têm chave (e então uma surpresa, um tesouro é revelado: livros, cartas, passaportes, fotos). Essa parte é como nós: temos poucas chaves e não podemos abrir todas as nossas gavetas, algumas permanecerão fechadas e, para outras, talvez encontremos as chaves (com ou sem ajuda de outras pessoas). A exposição temporária estava no primeiro andar (acho que sempre será lá); no segundo, havia a história da língua portuguesa, línguas dos imigrantes que vieram para cá e línguas indígenas (lembrei muito da Li, ela precisa ver aquilo!!) em painéis interativos - eu não consegui mexer/não fiz questão de mexer, porque havia muitas crianças mexendo/brincando com isso e não quis esperar; ainda no segundo andar, brinquei no "Beco das Palavras", idealizado pelo Marcelo Tas (ele é ótimo!), um jogo interativo cujo objetivo é montar palavras que estão "em pedaços", sendo que esses pedaços são projetados sobre uma mesa branca e, ao conseguir formar uma palavra, ganhamos um prêmio (um filminho explicando a origem daquela palavra ou só a explicação). Muito bacana! No terceiro andar, vi uma projeção de 10 minutos, sobre a origem das línguas, narrada pela Fernanda Montenegro e, depois, contemplamos o "céu de palavras" da Praça da Língua. Lembrei do giu, ele ia amar a Praça - na verdade, o museu todo. Aliás, ele me mandou um presente surpresa esses dias (um DVD). Adorei o presente. É bom ser presenteada quando não se espera, quando não é aniversário, nem Natal, nem Dia das Crianças. É bom ser lembrada, aparentemente, do nada. Ainda não assisti ao filme (que eu queria mesmo ver porque já tinha sido indicado por ele e outros amigos), mas assim que eu assistir, venho aqui contar.

Por hoje, chega, tenho tradução para fazer, tarefa do Kumon também, estudar para as provas. Deixa eu ir.

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