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sábado, 12 de maio de 2007

Eu estudo

Eu queria ter escrito sobre o Kumon no mês passado, assim que comecei a estudar japonês por esse método, mas como as coisas estavam meio atropeladas, deixei para escrever depois, com mais calma. E acho que foi melhor assim, porque agora já posso falar um pouco mais sobre como está sendo estudar japonês por esse método.

A única coisa certa era: eu queria voltar a estudar japonês. Minha tia comentou sobre o curso que é dado na Nikkey, uma associação japonesa de que ela faz parte, mas eu ia ter que esperar uma turma abrir. Colegas de sala da faculdade se interessaram, mas não havia professor de japonês disponível. Eu queria continuar aprendendo japonês "pra ontem", por isso comecei a pesquisar quais as unidades de Kumon daqui que ofereciam o curso de língua japonesa e encontrei duas unidades. Liguei para uma das unidades (que fica em um bairro onde mora boa parte da colônia japonesa da cidade), acabei marcando entrevista no dia 21 de abril, feriado - a sensei ("professor(a)") disse que havia outras entrevistas marcadas com outras pessoas para aquele dia, mas que eu poderia ir que ela me atenderia também -, mas não cheguei a ir (esqueci completamente). Liguei também para a outra unidade, que fica no centro, e fiquei de ir lá em algum dos dias da semana em que a sensei atende.

Gostei do lugar e da sensei. Me matriculei na época em que não precisava pagar matrícula - de vez em quando o Kumon faz essas promoções para atrair mais alunos.

Resolvi estudar pelo método Kumon por causa da flexibilidade de tempo (eu posso ir nos horários em que posso, a ida até lá não é obrigatória, mas eu tenho que me comprometer a fazer os blocos de exercícios todos os dias) e, também, porque o Rani, da minha sala, já estudou por esse método por mais ou menos um ano e ele fala muito mais que eu - daí, pensei: "realmente, o método funciona!". Uma vez, numa entrevista para dar aula em uma escola de idiomas, a entrevistadora perguntou se eu já tinha ouvido falar daquela escola e eu disse que sim, então ela perguntou se bem ou mal, mas a pessoa só havia comentado que estudava lá e não comentou mais nada, então ela disse que a melhor propaganda de uma escola era os alunos, porque são eles que podem disseminar a idéia de que tal escola é boa (ou não). Lembrei disso quando conheci o Rani e soube que ele havia estudado japonês pelo Kumon.

Decidi estudar por esse método por esses dois motivos: flexibilidade de tempo e comprovação, pelo Rani, de que o método funciona (se eu me dedicar). E estou amando o curso! Estudo um pouco todo dia e, no fim do ano, já vou saber um monte, sendo que esse aprendizado vai ser completamente "indolor" (diferente de alguns métodos de ensino que são traumáticos e frustrantes - uma avalanche de informações dispersas e, no fim, a sensação de que não sei nada: tempo, energia e dinheiro gastos à toa).

Hoje, o Kumon no Brasil oferece os seguintes cursos: matemática, português, inglês e japonês. (Pena não ter alemão!!) Originalmente, só existia o curso de matemática; os cursos de línguas são mais ou menos recentes.

Quando estudei matemática, eu estava no colégio (tinha uns 16/17 anos), ia mal horrores em exatas e resolvi estudar pelo Kumon, o que não resolveu todos os meus problemas com a matemática, mas, na época, foi ótimo porque aumentou minha capacidade de raciocínio lógico e de fazer contas básicas mentalmente muito mais rápido. Não cheguei a terminar o curso porque quando fiz 18 anos, saiu o resultado do Vestibular e aí fui para Rio Preto estudar e o Kumon ficou em segundo plano (eu ainda acho que deveria ter me esforçado e terminado o curso em uma unidade de Kumon de Rio Preto (lá tinha várias) e hoje eu seria menos pior em matemática e racicínio lógico!). Então, de certa forma, eu já conhecia o método Kumon, o que ajudou na minha decisão.

O site do Kumon é esse: www.kumon.com.br.

Agora eles mudaram o logotipo para essa carinha que postei. Antes era um "K" feito de bolinhas. Poderia ser uma carinha sorrindo, ficaria mais alegre. Essa carinha é um pouco estranha, para mim parece cara de "Hã?". A carinha sorrindo poderia significar: "sou feliz porque estudo Kumon". Hahahaha. É, eu viajo.

História do Kumon:

O método Kumon foi inventado pelo professor de matemática Toru Kumon, em meados da década de 1960, quando seu filho Takeshi estava tendo dificuldade com matemática. Como ele não tinha tempo para ensiná-lo, desenvolveu esse método para que o filho estudasse sozinho e, assim, pudesse sanar suas dificuldades com a matemática, além de desenvolver seu potencial e auto-didatismo. O método deu muito certo, tanto que Takeshi conseguiu aprender conteúdo de matemática de nível universitário quando estava na sexta série (!!!). O garoto deve ter se tornado um dos melhores alunos da sala e, como os pais de colegas do filho começaram a pedir para que o Kumon também ensinasse seus filhos, ele abriu a primeira unidade de Kumon em Osaka, no Japão, no fim da década de 1960.

Hoje o método Kumon existe nos 5 continentes, em 44 países e abarca 3,8 milhões de alunos. No site do Kumon há um mapa com o número de estudantes em cada região do globo. A maioria dos alunos se concentra em países asiáticos, mas em outros países, o número não deixa de ser expressivo.


O ser humano é mesmo incrível. Do caos podem mesmo nascer estrelas. Se o filho do Toru Kumon não tivesse tido dificuldade em matemática, o método Kumon não existiria também. Eu admiro essas pessoas que conseguem soluções simples e criativas para as dificuldades. E, no caso do Kumon, isso ainda acabou rendendo milhões (zilhões?) em royalties.

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