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sábado, 12 de maio de 2007

Noitão "Pecados Literários" no HSBC Belas Artes em São Paulo

Tudo começou com o "Globo Repórter", programa de reportagens exibido pela Globo, toda sexta, que vi pelas metades há algum tempo. O tema era: "pessoas que vivem, trabalham e se divertem à noite". Como peguei a reportagem pela metade - uma pena, porque o programa me dizia respeito! :) -, vi sobre o "Noitão", o repórter entrevistando as pessoas, achei MUITO interessante, mas não sabia onde era. Fiquei com vontade de ir e comentei com a Lu, uma amiga que primeiro conheci por carta - ela me achou na comunidade "Cartas & Correspondências" do Orkut no ano passado e começamos a trocar cartas (é, eu continuo amando cartas!) -, que é de São Paulo e também gosta das mesmas coisas que eu. Ela então comentou que havia acabado de voltar do HSBC Belas Artes (www.hsbc.com.br/hs/quem_somos/cultural/index.shtml) naquele dia e, por coincidência, era lá que o Noitão acontecia! Sincronicidade? Jung explica.

Combinamos de ir. Fiquei muito feliz! \o/

Alguns meninos da minha sala (Rafa, Rani e Felipe) iam também, mas desistiram por motivos diversos. Fica pra próxima! Vocês perderam! *risos*

A Lu comentou que o Noitão acontece na segunda sexta do mês. São sempre três filmes com a mesma temática; nessa sexta, o tema foi "Pecados Literários". O Noitão começa à meia-noite e acaba às 6:00 da manhã de sábado. São dois filmes anunciados e um surpresa; a diversão custa R$ 15 (três filmes + café da manhã), sendo que estudantes pagam meia entrada (eu paguei meia!!). Entre os filmes há intervalos de 20 minutos e sorteio de brindes (almofadas de filmes, camisetas, CDs, DVDs, livros, botons) e as pessoas podem sair para comer e/ou beber alguma coisa na cantina do HSBC. O café da manhã só é distribuído quando o terceiro filme termina - dessa vez, ganhei um suco em caixinha, um bolinho de chocolate, um pacotinho de bolacha salgada, um "enroladinho de chocolate" e um bombom Sonho de Valsa :).

Os filmes que vimos foram:

* Confidencial (Infamous) - EUA, 2006, 110 min. Direção: Douglas McGrath
* O Vigarista do Ano (The Hoax) - EUA, 2006, 115 min. Direção: Lasse Hallström
* Reconstrução de um amor (Reconstruction) - Dinamarca, 2003, 90 min. Direção: Christopher Boe (filme-surpresa)

O primeiro filme é meio parecido com "Capote", só que um pouco mais "sensacionalista" no sentido de que evidencia o amor que Capote sentia por um dos prisioneiros (eles até se beijam em cena). O filme é bom!

O segundo filme eu perdi porque dormi *risos*. Explico: passei a noite de quinta pra sexta trabalhando porque tinha que entregar um projeto às 7 da manhã (no fim das contas, acabei entregando com um par de horas de atraso, ainda bem que tudo bem), aí, no segundo filme, apaguei. O filme é com o Richard Gere, mas não posso dizer muito mais, porque só vi o comecinho e o final.

O último filme foi o melhor de todos! A foto que coloquei hoje é desse filme. É um filme confuso, do jeito que eu gosto! Ele acaba, mas não acaba porque ficamos pensando nele. Primeiro tive um estranhamento porque eu queria identificar a língua que estavam falando no filme, achei que fosse sueco, mas o sueco soa meio diferente, menos "chiado", segundo eu me lembrava dos filmes suecos que vi. Só hoje descobri que estavam falando dinamarquês, afinal! Encontrei dados sobre o filme na internet.

O filme começa com um ilusionista que faz o cigarro flutuar entre as suas mãos e depois o narrador começa a contar a história de um homem (Alex) que se apaixona por uma mulher que ele vê na estação do metrô (Aimée). Ele fica num estado de êxtase quando a vê e, quando ela desce numa estação, ele larga a namorada, que estava com ele no trem (vagão?) do metrô, e vai atrás dela (a namorada, Simone, é interpretada pela mesma atriz que interpreta a Aimée). Alex e Aimée conversam num bar e acabam por passar a noite juntos na casa dela. Quando o marido da Aimée chega, ela está no banho e, vendo o quarto, ele descobre que ela passou a noite com outro e, além disso, vê escrito o recado do Alex numa revista: "Encontro às 13h". O marido sai e volta depois de alguns minutos e finge que nada aconteceu; comenta que ele e Aimée deveriam passar mais tempos juntos e diz que vai parar de dar as palestras que havia planejado. Enquanto isso, a vida de Alex é apagada: ele volta para casa e o apartamento dele não existe mais (há uma portinha, provavelmente para o sótão), Simone, sua namorada, não o reconhece, seu melhor amigo e a esposa dele parecem nunca tê-lo visto na vida e, para piorar, quando ele reencontra Aimée, no aeroporto, ela está indo para Roma com o marido (a proposta da viagem para Roma havia sido dele e ela havia respondido que não queria ir para Roma) e não o conhece. O filme é ótimo porque causa um estranhamento indescritível e não dá respostas. A gente é que tem que descobrir o que está acontecendo. Para mim, Alex era um personagem criado para um filme, mas posteriormente eliminado por algum roteirista e que ficou preso entre os mundos da ficção; foi apagado mas ainda assim queria continuar vivo, mesmo que não houvesse mais papel para ele na história!

Adorei o passeio. Eu recomendo para todos os cinéfilos.

Um comentário:

L. D. disse...

Aline, veja que mundo pequeno, vc foi ao noitão porque viu a reportagem em que eu passei na frente da câmera e que era o meu primeiro noitão! =P

Adoro pessoas cinéfilas! =P

Beeeijos!

=***