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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Je vous salue, Marie - Jean-Luc Godard

Assisti a esse filme esses dias, mas não entendi direito. Não sei se ele é propositalmente complexo ou eu é que não estava no clima para assistir a ele no dia em que assisti. É um dos filmes que terei de rever e talvez rever de novo e mais uma vez para conseguir digerir.

Godard traz para a atualidade uma história muito antiga: a concepção de Jesus Cristo. A história não é muito bem situada no tempo, mas dá a entender que se passa nos dias atuais. Maria, uma garota simples, virgem, comum (jogadora de basquete no colégio, filha de um dono de posto de gasolina) fica grávida. O namorado, José, não aceita - ele que não pôde tocá-la durante anos -, acusa-a de ter dormido com outro qualquer, fica furioso. Maria tem dúvidas, tem medo, tenta entender. Ela trava uma luta contra ela mesma, contra o próprio desejo. Ela sente desejo, mas como assumiu a missão de gerar aquele filho que apareceu "do nada", recusa a si mesma o prazer da carne, provavelmente porque seria "impuro".

O filme mescla essa história com a história de um professor que tenta explicar a origem do universo. Ele tem um caso com uma aluna e rompe com ela de repente. E, às vezes, mostra o relacionamento que José mantém com uma outra garota (Juliette Binoche, ainda muito jovem nesse filme). Não sei o que Godard quis dizer com os homens desse filme (o pai de Maria, é um homem comum, com prazeres comuns - jogar, beber, nada demais-, o professor, gosta de "filosofar", mas talvez isso seja só uma desculpa para levar a aluna pra cama, o namorado de Maria, tem uma amante de quem não gosta, mas com quem pode transar - ela o ama e é permissiva).

No fim, vemos "Jesus", um menino mimado; Maria lhe faz todas as vontades. A José, não é dado nada. Ele não é o pai da criança e não tem lugar na vida de Maria (mas ele próprio escolheu ficar ao lado dela, mesmo sem poder tocá-la).

É, vou ter que ver de novo. É complexo.

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