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sábado, 9 de junho de 2007

Tudo acontece em Elizabethtown - Cameron Crowe

Vi esse filme agora pouco. Light, bem light... light até demais pro meu gosto!! :-P

Estava lendo umas críticas na net e dei nota 3 em um site de cinema.

Não que eu esperasse muita coisa do filme, mas... é triste, viu? Por isso, tenho procurado não ver mais essas comediazinhas com happy end para não morrer de tédio. Aliás, nem sei por que fui assistir a esse filme!!

Alívio para o stress? Sim. Deve ser.

O filme é americano, de 2005, e traz no elenco Orlando Bloom (quem? *risos* - pra variar, eu nunca tinha visto o personagem principal na vida, mas parece que é famosinho), Kirsten Dunst (essa atriz eu já tinha visto em algum outro filme), Susan Sarandon, Alec Baldwin (nome conhecido, mas eu não relacionava o nome dele ao personagem velho e gordo que ele representa no filme; aliás, a imagem que eu tinha do "Alec Baldwin" era de um cara charmosão) - ou seja, elenco famosinho.

A narrativa começa quando Drew Baylor (Bloom) é despedido de uma grande empresa de calçados: o tênis que ele havia projetado para ser um sucesso era, na verdade, um fiasco, segundo críticos do setor. A empresa ia perder quase 1 bilhão de dólares investidos no projeto do tal tênis. Arrasado, Drew pensa em se matar, quando recebe o telefonema de sua irmã, que lhe comunica sobre a morte do pai.

Ele arquiva o projeto de suicídio para depois e vai à Elizabethtown. No vôo, conhece Claire (Dunst) e ficam amigos. Há uma identificação entre eles, rola um romance.
Claire lhe dá alento, e ele segue em frente. E, lógico, tudo termina com um beijo na boca. E (quase) todos os telespectadores ficam felizes.

O filme tem poucas cenas realmente engraçadas e não chega a ser exatamente um filme de "romance". Uma pessoa que viu esse filme, comentou num site de cinema que talvez se tratasse de humor negro. Eu acho que nem isso. Para se ter humor negro, é preciso ser inteligente, e esse filme não é. É mais um lugar-comum mesmo.

Pra não dizer que não gostei de nada, é legal quando a Claire dá um tipo de "manual de instruções para viagem". Ela quer que ele viaje por determinados lugares nos EUA, diz para ele aproveitar, anexa mapas, fotos dela, CDs que ela mesma gravou, para que ele os ouvisse durante essa viagem feita para durar 42 horas e 11 minutos. Drew aceitou o desafio, dirigiu e passou por todos os lugares indicados por Claire e espalhava as cinzas do pai pelos lugares onde ia passando.

Queria comentar algo que me ocorreu vendo o filme. A Susan Sarandon é ótima, eu gosto de vê-la atuando, mas ela está fazendo muitos filmes iguais ("Em qualquer outro lugar", "Lado a Lado"...) - ou será que é só impressão? Achei tão incrível "Thelma & Louise" que me custa um pouco ver que ela está aceitando fazer "qualquer filme"... Acabei de dar uma olhada na filmografia recente dela... pelos títulos, alguns filmes parecem interessantes. Melhor eu assistir a eles antes de ficar escrevendo sobre coisas que não sei, né? Mas senti, sim, uma ponta de tristeza em vê-la atuando nesse filme meia-boca. Ela que tem tanto talento.

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