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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Raffles Hotel - Ryu Murakami

É um filme ruim. Não vale a pena ver. Quero meus 90 minutos desperdiçados de volta!

Desde que vi o filme "Tókio em Decadência" ("Tókio" é escrito com "k" no título mesmo), do Ryu Murakami, comecei a correr atrás de outras obras dele, porque esse foi um dos melhores filmes que já vi na vida. O Ryu Murakami é escritor e também diretor. Alguns dos filmes que ele dirigiu foram adaptações de seus próprios livros homônimos, como "Raffles Hotel", por exemplo.

Já cheguei a ler "Azul Quase Transparente" e não gostei. Parece que o livro é baseado nas próprias experiências do Murakami, quando ele era jovem. O livro conta, basicamente, a história de um grupo de amigos drogados e libertinos. Em geral, esses temas me atraem porque me fazem entender um pouco mais sobre a natureza humana, mas o livro é uma merda. Não me acrescentou nada (em pensar que corri tanto atrás para encontrar, porque está completamente esgotado nas livrarias e na maioria dos sebos...).

Depois comprei "Miso Soup", que ainda não li e, depois de assistir a esse filme, estou com o pé atrás de ler ("Miso Soup" é um romance de suspense que acontece em Tóquio, na parte "underground" da cidade - pelo que li na contra-capa, novamente o Murakami mergulha no mundo dos "marginais", prostitutas e drogados)...

Mas, vamos lá. Não gostei de "Raffles Hotel" porque não há história. Os personagens parecem não ter nada a dizer.

Há uma atriz japonesa (Moeko) que chega a Cingapura e um cara, que só no meio do filme se revela como "guia turístico", vai buscá-la no aeroporto. Ele a leva ao Raffles Hotel, onde ela se hospeda (o hotel existe de verdade! É luxuosíssimo... Se clicarem em "Raffles Hotel" serão direcionados ao site oficial do hotel de Cingapura (há outras filiais no mundo todo)... aliás, tudo que estiver em vermelho e negriatdo no blog, é um link que leva a algum outro site ou outra página do próprio blog). Moeko está procurando alguém. Às vezes ela se depara com filmagens sendo rodadas. Quando ela encontra o homem que está procurando, estranhamente, tenta assassiná-lo. Embora o filme seja chatíssimo e monótono, o fim é interessante. Ela pede para que ele tire fotos dela, ele concorda, vemos só as fotos que foram batidas, Moeko sorrindo e fazendo poses e, quando ele termina de bater as fotos e tira a câmera do rosto, Moeko já não está mais ali, desapareceu. A cena final é esse cara curtindo a piscina com a esposa e filho pequeno. Fim.

Não consegui descobrir o que o Murakami quis dizer com esse filme. Se é que ele quis dizer alguma coisa. E também não entendo por que ele é considerado um "gênio" no Japão. Haruki Murakami e Yasunari Kawabata são muito melhores que ele!! Mas ok, gosto é gosto, opinião é opinião. E, por enquanto, do Ryu Murakami, só gosto de "Tókio em Decadência".

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