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sábado, 11 de agosto de 2007

Latitude Zero - Toni Venturi

Acabei de ver esse filme nacional e gostei muito.

Latitude Zero porque os dois personagens estão perdidos em algum lugar na latitude zero do Brasil.

Lena foi abandonada pelo amante, o coronel Matos (que nunca aparece em cena), no meio do nada, e está grávida de oito meses. Ela é dona de um bar/restaurante de beira de estrada, perto de onde, antes, funcionava um garimpo. Como o ouro secou, as pessoas foram embora.

Ela queria ir embora daquele lugar, quando Vilela, um cabo, subordinado de seu ex-amante, chega.

Ela se mostra dura, forte, trata-o quase de forma quase bestial. Depois, os dois vão se acertando, mas há sempre uma tensão, pois ele precisa ficar escondido naquele fim de mundo (matou alguém em São Paulo e estava esperando a poeira baixar, conforme as orientações do Coronel Matos), enquanto ela queria ir embora dali.

Assisti a uma cena que foi retirada do filme (em que o coronel Matos aparece), comentada pelo diretor, e também às entrevistas com o diretor, roteirista (Di Moretti) e com os atores (esse material estava nos "Extras" do DVD). Muito bacana ver como todos colocaram paixão e um pouco deles nesse filme!

Apesar de muitos brasileiros não gostarem de filmes nacionais (e, talvez, com razão), procuro sempre ver esses filmes e fico contente em saber que há uma "arte cinematográfica" sendo feita. Não são só filmes de entretenimento, como o Toni Venturi, diretor deste filme, comenta. Cinema é arte e deveria nos despertar para outras realidades.

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