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sábado, 24 de novembro de 2007

Workshop na faculdade...

Acabei de voltar do workshop que aconteceu na faculdade. Quando a Ju, que fez parte da organização do evento e que faz parte da Odonto Jr., me falou sobre isso, sinceramente, não me interessei. Depois de algumas palestras do tipo auto-ajuda no trabalho, estava com a sensação de que esse workshop não ia me acrescentar nada, além de eu ter que pagar e gastar meu tempo... mas aí a Ju comentou que era legal participar de tudo para agregar conhecimentos e enriquecer o currículo; pensei nisso e decidi que iria! E não me arrependi!!

O workshop não era totalmente focado em odontologia, mas os assuntos abordados colocavam o dentista relacionado ao mundo. Gostei muito! E, além das palestras serem ótimas, ainda ganhei uma cesta com vários produtos da Oral B (escovas de dente diferentes, enxaguatório bucal, fio dental), que foi um dos patrocinadores do evento.

Gostei principalmente das últimas duas palestras, que aconteceram à tarde. E uma das palestras, o dr. Carlos José Carturan Filho falava sobre auto-conhecimento em prol da melhoria profissional individual dentro de uma empresa (que provavelmente melhora a empresa como um todo) e também na vida pessoal e na outra, a palestrante Sanmya Tajra falou que é preciso buscar novos mercados; falou sobre a possibilidade de se trabalhar com as classes C e D, inclusão social e e econômica dessas pessoas, sobre preconceito em se trabalhar com essas classes (que representam cerca de 80% da população mundial, segundo ela). Tive um "insight" enquanto ela falava sobre isso... de repente, dentro de odontologia, a solução seria encontrar um jeito de otimizar os processos para que pacientes das classes C e D fossem atendidos com dignidade e pagando um honorário que esteja ao alcance do bolso dele e que, ao mesmo tempo, não prejudique os dentistas. Eu ainda não entendo muito bem da área, mas, pelo que pude perceber, economicamente falando, é bem melhor ter uma "clínica pop" (clínica "popular") que atender convênios. A longo prazo, não sei que tipo de estragos isso poderia trazer para a classe, mas o fato de os dentistas não terem de se submeter a convênios (terem a liberdade de trabalhar sem as burocracias, focando a saúde dos pacientes, e, inclusive, tendo mais tempo para eles e recebendo honorários que não são exatamente os ideais, mas que são, no mínimo, o dobro da tabela paga pelos convênios) é uma vantagem hoje. Vou comentar isso na comunidade de Odontologia no Orkut e ver o que acontece. Eu sempre gosto de ver a reação das pessoas. Embora alguns (muitos) sejam completamente aversos a pensar em novas saídas, em novas possibilidades e fiquem batendo sempre na mesma tecla.

Voltando um pouco para a palestra do dr. José Carlos, a primeira dinâmica que ele passou foi para escrevermos "A", "B", "C" ou "D" num papel e, conforme ele ia jogando algumas palavras na tela (por exemplo: A. curiosidade, B. persistência, C. festa, D. amizade), íamos marcando a palavra com a qual mais nos identificávamos. O meu resultado deu assim:

A. palavra escolhida 17 vezes x 4 = 56%
B. palavra escolhida 3 vezes x 4 = 16%
C. palavra escolhida 3 vezes x 4 = 16%
D. palavra escolhida 2 vezes x 4 = 8%

Foram projetados 25 grupos de 4 palavras para escolhermos e, depois, o número de vezes das palavras que escolhemos para cada letra foi multiplicado por 4 para obtermos a porcentagem.

Olhei o resultado do Edson, que estava do meu lado e as porcentagens estavam melhor distribuídas e fiquei com medo do que seriam aqueles "56%" que tinha dado no meu "A"... Então o José Carlos começou a falar (não lembro de tudo, então vou colocar só fragmentos):

Ele comentou brevemente que cada um tinha uma "identidade" predominante; em geral, duas predominam e as outras duas seriam meio "deficientes" e precisaríamos conhecer isso para, então, podermos desenvolver todas as áreas. Começou perguntando quem era predominantemente "D". A maioria da platéia levantou a mão. Ele relacionou todas as letras com uma determinada parte do nosso cérebro. Não lembro bem, mas acho que estavam relacionadas ao pedúnculo cerebelar, lobo direito, lobo esquerdo e talvez o tálamo. Para ser mais didático, ele relacionou as letras com animais. A letra "D" era o "tubarão".

Os "tubarões" são pessoas que querem resolver tudo logo, são ansiosas, não têm paciência para trabalhar em equipe em que haja pessoas muito diferentes delas, têm um ritmo rápido, tomam decisões rapidamente (como o Carlos José disse, às vezes isso é bom, às vezes, não), tinha necessidade de vencer desafios e precisa ser reconhecido por isso. Não lembro qual a palavra-chave dos tubarões...

Depois perguntou quem tinha respostas predominantemente "C". Muita gente levantou a mão também. "C" é o gato. O gato adora fazer atividades em conjunto, tem necessidade de estar com pessoas, gosta de agregar o grupo todo, é sensível, em geral, estabelece relacionamentos com facilidade, não é individualista. Se não me engano, a palavra-chave dos gatos é RELACIONAMENTO.

Em seguida, falou sobre a letra "A", que está relacionada à águia. Relativamente poucas pessoas levantaram a mão... até então, eu estava meio cética, mas quando ele começou a falar sobre a águia, me identifiquei muito, achei genial. A águia "voa alto", consegue encontrar saídas diferentes para os problemas, é criativo, curioso, sonhador, tem dificuldade de viver o presente, vive com o foco no futuro e, para que as coisas que ele imagina se concretizem, o presente tem de ser bem planejado. Talvez o que motive a águia é a incerteza. A palavra-chave da águia é: INCERTEZA.

Depois, foi a vez da letra "C". Pouquíssimas pessoas levantaram a mão. A letra "C" está relacionada ao lobo. A Ju é lobo! =) Daí o Carlos José até comentou que para dentistas ser lobo ou desenvolver o lado lobo era fundamental... lobos são meticulosos, planejam tudo muito bem antes de fazer as coisas, são muito organizados e detalhistas. O lobo precisa estar seguro de que o que ele vai fazer vai dar certo. A palavra-chave do lobo é: CERTEZA.

Parabéns para a Ju, Paula (da minha sala) e demais integrantes da Odonto Jr.! Tenho muito orgulho de estudar onde estudo... vejo que há vontade de que as coisas aconteçam e me sinto privilegiada em fazer parte de tudo isso, de conviver com essas pessoas.


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