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domingo, 9 de dezembro de 2007

Susto!

Semana passada meu pai infartou e tive de conviver com a iminência da perda. Foi parar na UTI e fui visitá-lo. Nunca tinha entrado numa UTI e, quando entrei, vi vários pacientes debilitados, tomando soro (?) na veia, me senti perdida e com uma vontade enorme de chorar. Mas, como na maioria das vezes, engoli o choro e segui em frente.

Meu pai estava no cubículo número 1 e minha mãe estava com ele no horário de visita (os horários de visita eram: das 11:00 às 11:30 e das 20:00 às 20:30, e eu usava o horário de almoço para ir lá - ainda bem que o hospital era superperto de onde trabalho).

Agora está tudo relativamente bem. Meu pai continua internado, mas já foi para o quarto, que, por sinal, parece quarto de hotel: ar condicionado, TV a cabo com todos os canais, frigobar, poltrona e sofá-cama para minha mãe.

Em meio a isso tudo, conversei com a profª Simone, de anatomia, e falei que ia fazer a matéria dela de novo no ano que vem. Expliquei os meus motivos (que eu estava trabalhando das 8:00 às 18:00 e não tinha tido condições de estudar direito, achava que meu aprendizado estava insuficiente e queria aprender bem porque anatomia é importante) e ela entendeu. Meio que pedi desculpas, também, porque as aulas dela eram ótimas e parecia que eu não estava dando o devido valor. Ela também entendeu isso. Acabei não fazendo a prova na terça passada e disse que também não faria a próxima prova de exame na semana que vem. Fiquei em paz com a minha consciência.

De certa forma, o que aconteceu talvez tivesse que ter acontecido mesmo, para que a nossa família se unisse e também para que fizéssemos uma reflexão sobre a fragilidade da vida. O tênue fio da vida.


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