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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Every possible way



"Oh my life is changing everyday
Every possible way"

São os primeiros versos da música "Dreams" do grupo Cranberries.

Faz tempo que não escrevo nada porque tenho... vivido!

De novidades, acontece assim: pedi as contas do trabalho, porque estava no meu limite. Mais um pouco e eu surtaria (e/ou entraria em depressão). Foi bom, aprendi, conheci pessoas muito legais, mas aquilo já não dava mais pra mim. Comecei a sentir necessidade de usar minha massa encefálica. Estava me dando desespero. Me dava vontade de sair dirigindo pra qualquer outro lugar quando estava indo pro trabalho. Decidi trancar a faculdade de odonto em 2009 e não sei se volto. Mas estou fazendo as últimas provas. Estou pendurada em histologia e bioquímica (de novo! - começo a me achar um total fracasso! minha auto-estima está um pouco abalada...).

Estou procurando trabalho de novo como tradutora. Como eu disse, preciso de algum trabalho pensante e que me pague razoavelmente. Preciso desesperadamente sair de casa (falo isso desde que voltei de Rio Preto, onde estudei tradução, mas agora é muito sério). Estou fazendo testes para agências de tradução em São Paulo - queria ir pra lá ano que vem! E estou aguardando entrevista para trabalhar em um navio de cruzeiro (!), inspirada, em partes, pelo João que se formou comigo: João no Splendour. Preenchi um formulário numa empresa chamada Infinity, que recruta pessoas para trabalharem em navios de cruzeiro e, um dia depois, mandaram e-mail falando que iam agendar entrevista, em Santos-SP (o bom é que aproveito para conhecer o Museu do Mar! Pena que não tem a história do museu no site, um dia eu conto porque tanto quero conhecê-lo pessoalmente!).

Agora faço parte da AIESEC no ITA (cliquem aí para saber mais ou menos o que é) e está sendo boa a experiência de fazer parte de um time. As pessoas são interessantes e interessadas. Houve um processo seletivo (!) e depois um treinamento de um fim de semana (!) confinados em uma chácara no fim do mundo (celulares pegavam de vez em quando). Enquanto não sei bem onde quero chegar, ando experimentando...

Semana passada fui para o casamento da Carol com o Du, em Rio Preto. Estudei com a Carol em Rio Preto, e reencontrei outras amigas que estudaram com a gente; fiquei tão feliz em revê-las!! Os noivos vão para os EUA no começo do ano que vem. Mudança total de vida, vivências novas... desejo tudo que há de melhor pra eles!!

Ando meio sem vontade de falar com a maioria das pessoas. Não sei o que é. Mas acho que passa, sempre passa.

Existem outras coisas, sensações, expectativas, sentimentos rolando também. Mas não quero falar sobre isso agora. Às vezes me dá vontade de me anestesiar, parar de sentir. Morfeu e morfina devem ajudar, mas, não, no fundo, no fundo, quero estar bem desperta. Mas que sentir cansa e dói, isso, sim. E me perguntei estarrecida esses dias se ainda seria capaz de amar alguém a ponto de me jogar, chorar, enlouquecer. Ou se alguém seria capaz de me amar a ponto de. Apesar do que sou, apesar do que estou. Medo de sentir, porque enquanto estou na bolha, me sinto inatingível e ninguém me machuca.

Que venham as mudanças!

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