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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Última prova de anatomia do ano amanhã...

... ou não!

Bom, estou estudando direitinho, pretendo fechar pelo menos essa matéria, porque, definitivamente, não quero fazer exame (que nem sei quando seria/será e nem quero saber) - estudar toda a matéria do ano (!) em alguns dias, talvez. Não, obrigada! Já me bastam histologia e bioquímica.

Se vale o esforço? Acho que sim. Quero ter a sensação de que consigo fazer tudo que eu quiser. A falsa sensação de "poder" (hohoho). De que consigo cumprir compromissos que assumo comigo mesma. Independente de um dia voltar ou não para o curso, independente de ser odonto ou outro da área da saúde (será?), eu já terei fechado/estudado/pseudo-estudado/decorado-só-pra-prova essas coisas chatas (bioquímica aqui é pura decoreba, me deprime muito, porque sou péssima em memorizar informações que não fazem muito sentido! e sempre "sento" - no mau sentido, lógico, se fosse no bom, nem reclamaria... rá!).

Estou um pouco apreensiva, mas confiante. Vou terminar de estudar com os livros e de escrever os resumos (estudo melhor quando manuscrevo) e depois volto pro note para estudar os slides - a professora de anatomia é muito boa! Até disponibiliza os slides que ela usa em aula para nos auxiliar no site da faculdade - e quem quiser vai lá e baixa. Se eu fosse professora, ia querer ser um misto da Simone (anatomia) + Celeste (língua e literatura italiana) + Orlando (língua e literatura francesa). Seria a professora mais melhor do mundo, porque eles estão entre os melhores professores que já tive na vida. No colégio, eu amava as aulas da Cris (redação), que eram incríveis, inteligentes, não nos subestimavam, pelo contrário, estimulavam... desenvolvi muito o modo de pensar e escrever durante os três anos do colegial, graças, em muito boa parte, à ela; lembro que ela levava textos para refletirmos, discutirmos e, depois, escrevermos (sobre vários assuntos... lembro de uns textos que foram polêmicos, sobre adultério e ciúme... a sala pegou fogo porque todo mundo queria falar! Nesse dia, ela levou reportagens e textos clássicos, Shakespeare, Machado de Assis...). E no primeiro dia, do primeiro ano, ela nos fez andar descalços pelo pátio do colégio para "ampliarmos nossas sensações" (!!!) e, em outro dia, tocou música e deu alguns minutos para escrevermos sobre as sensações/pensamentos/imagens que aquelas músicas nos provocavam. Sem palavras! Ela era jornalista e sabia contar histórias - adoro ouvir histórias - muito bem, como quando ela sentou do lado de um cara no ônibus para São Paulo que queria convertê-la e ela (doida) falou que era da seita de Satã (hahaha!), aí piorou a situação, porque o ser ficou desesperado tentando "salvá-la"... eu gosto de jornalistas! :)

Acho engraçado como alguns professores marcaram e marcam a minha vida para sempre, e outros, não me dizem nada, simplesmente passam e, com a cabeça que eu tenho, muitas vezes nem lembro do nome, nem fisionomia, nem matéria que me lecionaram...

Admiro demais os bons professores, porque são capazes de transformar a mente (e consequentemente, a vida) dos alunos que se deixam tocar... e só assim as mudanças serão possíveis!

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