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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O mundo em 2020 (Soylent Green) - Richard Fleischer

O Zezo, um dos professores de biologia do colégio, que passou esse filme pra gente há mais de dez anos. É um filme de ficção científica, produzido na década de 1970, que projeta como será o mundo em 2022 (apesar de o título em português ser "O mundo em 2020", a história se passa em 2022). Um mundo superpovoado, onde falta de tudo: água, comida, moradia, espaço. O governo distribui bolachinhas verdes chamadas "soylent green", feitas de pessoas mortas - o que só é descoberto por um policial quase no final do filme -, para que as pessoas não morram de fome.

No fim do ano passado, revi este filme aqui. Eu não sabia que o Google disponibilizava filmes completos, depois vou procurar por outros filmes que já não consigo encontrar nas locadoras (lembro que este filme estava disponível em fita VHS, mas como praticamente já não existem mais locadoras que alugam fitas VHS...).

É muito interessante como o diretor retrata o futuro. Comidas frescas (frutas, verduras, carne) são tidas como iguarias, são raríssimas, caríssimas e só pessoas muito ricas podem comprar. Um dos personagens, um policial velho, fica surpreso quando vê folhas de papel em branco. E uma das cenas de que eu mais me lembrava: este policial velho acha que já viveu o suficiente e vai para um tipo de hospital, onde as pessoas vão para morrer. Ele assina um papel, declarando que queria morrer, é levado para uma sala limpa, tranquila, uma injeção letal é aplicada, enquanto a música escolhida começa a tocar e são projetadas imagens da terra como ela era (com verde, animais, água pura correndo em riachos, e várias imagens bonitas). Eu não reclamaria de morrer assim, dignamente e por escolha, quando não fosse mais útil para a sociedade e também para não dar trabalho para os outros...

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