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domingo, 4 de janeiro de 2009

Quando eu crescer, eu queria ser...

... escritora?

Há alguns dias conheci um flautista no chat do UOL. (Sim, às vezes, por tédio, tenho entrado em chats do UOL e do Terra; costumava entrar mais quando eu escrevia contos, aí eu adorava ficar ouvindo as histórias que as pessoas me contavam, inventadas, talvez, mas nem por isso menos inspiradoras...) O que mais me chamou a atenção foi que, aos quatro anos, ele já sabia que queria ser músico e, fiquei pasma, especificamente flautista. E se tornou o que queria ser. E brilha com o que faz. É bem como um palestrante do REUNES (Reunião Universitária de Empreendedorismo Social) disse mesmo, que quem está onde deveria estar brilha, incendeia e contagia todo mundo que está ao seu redor.

É engraçado como algumas pessoas me deixam perturbadas de formas diferentes e eu gosto disso. No caso, para mim, é extraordinária a história de alguém que já sabe o que quer ser aos quatro anos e seguir a voz interna. Aos 28, ainda não sei o que quero ser. Se pudesse, faria mais umas quatro ou cinco faculdades e depois tentaria conciliar tudo; sem rotina, minha vida não seria chata como a da maioria das pessoas, como a minha própria hoje em dia - acho que eu queria viver (e não ir morrendo aos poucos) enquanto trabalho, é isso. Terminaria odonto, depois letras-japonês, depois biologia, jornalismo, medicina com especialização em cirurgia plástica (se eu já tivesse trabalhado com pacientes com fissuras labiopalatinas ou cirurgia bucomaxilo, em odonto, e sentido que posso ser boa nisso, juntaria os conhecimentos de uma e outra área, se não, ortopedia - talvez porque tenha traduzido vários textos de ortopedia e tenha achado tudo incrível) e gastronomia (nham!). E talvez cinema também. Fora voltar a estudar alemão e, depois, por prazer, polonês, árabe e hebraico. E eu queria uma posição profissional em que pudesse viajar para outros países e me proporcionasse o maior número de experiências possíveis. Vou começar a jogar, e preciso ganhar!, na Mega Sena porque acabei de descobrir que minha vocação é estudar! =) Mas, falando sério, sou consciente de que é muita dispersão. Eu não queria gostar de tantas coisas e eu também queria ter sentido um "chamado interno", que não precisaria ser aos quatro anos, se acontecesse até os 17, quando tive de optar por um curso universitário, já estaria ótimo.

Voltando, fiquei pensando que talvez os adultos que fazem parte da vida de uma criança deveriam prestar atenção aos gostos e inclinações dela. Sempre há expectativas e tudo mais, mas talvez o "chamado", o que a criança está para se tornar quando adulta, aconteça na infância e isso deve ser estimulado. Não lembro o que respondia quando me perguntavam o que queria ser quando crescesse. Mas, com 11 anos, escrevi duas histórias, dois "romances" ou qualquer coisa assim. Será que foi o meu chamado? "Vá ser escritora na vida!" Uma dessas histórias tinha umas 60 páginas datilografadas (aos dez anos, pedi para minha mãe me matricular no curso de datilografia, porque eu sentia que ia ser útil para alguma coisa e talvez porque achasse mais "profissional" e/ou bonito datilografar que manuscrever as histórias), feito que não consegui mais repetir - tudo que escrevi depois não passou de umas cinco páginas digitadas. Virei contista amadora. E o bom do curso de datilografia é que hoje consigo digitar relativamente rápido e sem olhar as teclas! Ótimo para uma futura supertradutora que traduzirá 843542 laudas e meia por dia! Rá! =)

Vou parar de me dispersar e tentar me concentrar no que acho que é o meu caminho. Deve ser esse o começo do caminho certo.

Obs [inserida em 07/01/2009]: encontrei o "livro" que escrevi aos 11 anos, o título é "O outro lado da verdade" e tem 79 páginas!

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