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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Alegria, Alegria

Sábado acordei meio cedo, ainda no apartamento 111 - 11º andar -, onde eu estava temporariamente. Conversei com o James pelo MSN, antes de jogar todas as coisas sobre a cama e fazer as malas.

Conversa com James, o assunto recorrente: o amor. Os homens são realmente criaturas interessantes, intrigantes. Eu nunca vou entender. Tentei ajudar, de qualquer forma. Às vezes me sinto muito velha e muito sábia - mas é só a sensação.

Arrumei tudo, deixei um bilhete para os moradores do apartamento e saí. Peguei um táxi do outro lado da avenida para o meu novo lar, a quitinete num bairro vizinho. Era uma taxista mulher com um jeito de homem, muito simpática, por sinal - mas não, não fazia o meu tipo! Rá! Eu estava meio apreensiva, porque já eram umas 11h e eu teria que sair para comprar um colchão. Um colchão de casal, por vários motivos práticos e imaginários! Sou uma menina de sorte: na terceira loja em que entrei, que fica em frente ao prédio para onde estou me mudando, o preço do colchão específico que eu queria (que provavelmente não vai me dar dor nas costas) estava acessível, aí eu prontamente disse que ficaria com ele... "Mas tem como entregar agora? Eu moro ali em cima das Casas Bahia e estou voltando pra minha cidade daqui a pouco". Depois de uns 20 minutos, estava tudo resolvido. Fiquei andando pelo miniapartamento (mini-apartamento? inferno de reforma ortográfica! eu que já era péssima com hífens...) e imaginando como vai ficar, depois que eu con$eguir mobiliar. Talvez a maioria das pessoas fique mais emocionada quando esse sonho é comum com quem ama, mas estou bastante emocionada com a minha quase independência. Não há sensação que se compare com a de liberdade + privacidade. A minha casinha. "Naomi's house", como diria a Ana. Casa vazia e eu também ainda meio vazia, tentando reescrever meu novo caminho, entender, digerir, prestar atenção às sensações, crescer. Não posso mais me perder com tanta frequência (no sentido literal e figurado! hahaha!).

Véspera de feriado, ônibus para São José só depois de 2 horas, com direito a atrasos dos ônibus. Comprei um livro de bolso da LPM (editora gaúcha onde ainda vou trabalhar - rá, que pretensão! - de qualquer forma, ainda vou morar em Porto Alegre!, trabalhando em editora, lanchonete, livraria ou bilheteria de cine pornô - grotesca essa última opção =P), "Tempo de Delicadeza", crônicas do Affonso Romano de Sant'Anna e fiquei lendo para ver se o tempo corria mais rápido. Até que correu.

Em São José, depois de enrolar um pouco, combinei shopping com a Schirlei + Sara, a irmã mais nova dela. Mari não atendeu o telefone =(. Saudades, saudades. Não sei se vou sentir tantas saudades do campus e do curso (odonto), mas de algumas pessoas, sei que sim. Como aconteceu quando saí do convênio. Eu queria estar sempre convivendo com determinadas pessoas, mas ainda há tantas que preciso conhecer!

Vamos ver que aventuras me aguardam na semana que vem. Sei que no fim de semana estarei em Atibaia com a Abeuni. Entre hoje e o fim de semana: mistério. Estarei sem internet na quitinete, o que talvez seja bom - serei obrigada a conviver comigo, com os meus silêncios, ler mais, escrever-manuscrever mais (diário, cartas, contos).

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