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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Amor x Tempo

Fui ver "O curioso caso de Benjamin Button" hoje com a Mila - por apenas R$ 2,50, no Cinemark.

Fiquei com a sensação de que "o amor está em tudo". E de novo essa questão de amor x tempo. Não sei por que isso me incomoda.

No filme, o Brad Pitt é Benjamin, que nasce com uma excêntrica doença: nasce velho e, com o tempo, vai ficando mais velho por dentro, mas com uma aparência cada vez mais jovem. Ainda velho por fora, conhece uma menina que tem mais ou menos a idade dele, por quem ele se apaixona imediatamente. Quando eles estão com mais ou menos a mesma idade, uns 35, eles se encontram, aí o Brad-Benjamin diz algo do tipo: "Nos encontramos no meio do caminho". Não sei se me engano, mas o "meio do caminho" é geralmente quando as pessoas colocam a vida numa balança, tudo parece mais confuso que o normal (?) porque não há mais tempo de errar tanto e voltar atrás para corrigir, porque o tempo devora, as responsabilidades têm um peso maior, o peso da própria vida parece maior - continuar no mesmo caminho ou pegar outro, que leve a outras descobertas? E se errar, terei tempo de voltar? O tempo passado nunca volta atrás.

Com o tempo, a nossa percepção de amor vai se alterando? E os amores passados, para onde vão? O amor é uma ilusão? Uma invenção? O que é o amor? E se deixei passar "o grande amor da minha vida"? Como saber? Como as pessoas sabem? E se eu tiver decidido pelo caminho errado? O tempo não voltará. Algumas pessoas também não. Não sei o que é isso que sinto, uma anestesia emocional temporária. Mas sempre passa.

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