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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Changes

Mudei tudo. Cidade, emprego, casa, vida.

Tudo estava fora do lugar, estou tentando dar um jeito. Porque sempre acho que há jeito para as coisas.

Estou em São Paulo, grande metrópole, capital socio-econômico-cultural do país, há duas semanas. Minhas primeiras impressões, ainda meio "turísticas": gente demais, filas demais, carros demais, poluição demais, fumantes demais. Muitas oportunidades, vários amigos, tem de tudo para todos os gostos, uma oportunidade de ser mais "do mundo", desprovida da (falsa) sensação de segurança de se morar em uma cidade do interior, talvez meu primeiro passo em direção ao que quero - o mundo me chama.

Estou trabalhando como revisora de livros não-técnicos em uma editora (meio que sonho desde que estava na faculdade de tradução) e está sendo bacana. Consegui uma quitinete praticamente no mesmo bairro onde trabalho. Estou temporariamente em uma república de um pessoal que conheci pelo Orkut.

A pessoa com quem eu estava ficando terminou comigo há algumas semanas e ainda não sei o que sentir. Diante de tantas novidades, às vezes nem lembro mais, nem sinto mais, mas às vezes, saudade. Meus amores passados agora moram longe. Mais saudades. Se eu queria alguém? Alguém como ele, talvez. "Alguém como ele" seria um bom título para um conto. Um menino raro e que me fizesse acreditar.

Tem mais algumas coisas acontecendo. Se pá, talvez consiga juntar uma grana para mochilar na Europa no ano que vem. Se não, tudo bem, também. Há coisas que podem esperar. Mas defini a coisa mais importante da minha vida: viver tudo que eu puder AGORA. Às vezes tenho a sensação de que não tenho muito tempo.

Ontem fui conhecer a Livraria Cultura que fica no Conjunto Nacional, no centro de São Paulo, depois eu e James descemos pela Rua Augusta. Com cicerone é melhor ;). Foi boa a noite. Foi boa a companhia. A foto do post tirei daqui. O crédito é do flickrsampa.

Eu deveria ter trazido meu diário de papel. Queria escrever mais, queria escrever tudo. Mas tive medo de ser assaltada e levarem parte de mim - escrevo naquele diário desde 2004, várias memórias que preciso manter por escrito, porque de muita coisa já não lembro... pessoas, acontecimentos, sensações.

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