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terça-feira, 24 de março de 2009

Pílulas de alegria

Na semana passada, comecei a trabalhar como tradutora + assistente editorial + revisora, o cargo para o qual fui designada na semana retrasada, e pude entender melhor por que a Carol, amiga da faculdade, ficou lá na editora por uns cinco anos. Vou exercer atividades que ela exerceu até 2007 (?) daqui em diante. Dure o tempo que durar.

As novas atividades são empolgantes, não existe uma rotina pré-estabelecida, mil coisas acontecem ao mesmo tempo e eu preciso dar conta. Ainda me sinto perdida em meio a tantas coisas (e-mails, tradutores, revisores, livros, dúvidas, palavras, projetos, solicitações, papéis, burocracias, agentes literários, ligações, nomes que sempre confundo ou não sei), mas é fato: estou contente. Não sei se já me senti assim algum dia, mas sinto que estou muito muito mais próxima do equilíbrio que eu estava buscando.

Um amigo comentou que estava feliz por mim e que agora eu só precisava de um amor. Sinceramente, não sei se preciso e nem se quero um novo amor. Estou cansada de sentir e sei que a dor está incluída no pacote do amor ("quem foge da dor profunda, também foge da alegria profunda", eu sei, mas no momento não me importo). Meu ex-professor de literatura francesa, que inusitadamente se tornou um amigo - me senti tão lisonjeada quando me dei conta de que a relação tinha ultrapassado o limite professor-aluna -, comentou há algum tempo que, para ele, a vida tinha de ser compartilhada para fazer mais sentido e às vezes penso no que ele falou. Mas aí lembro que tudo isso é potencialmente doloroso e prefiro manter uma distância segura.

Mas, voltando a falar do trabalho, pretendo melhorar algumas coisas para depois sentir orgulho de estar deixando a empresa um pouco melhor do que quando entrei - sei que parece muita pretensão, mas nada faz sentido se eu não pensar dessa forma. Hoje refleti sobre a minha passagem pelo convênio odontológico onde trabalhei e acho que a coisa mais legal que consegui foi a mudança de horário (de período integral, eu e as meninas passamos a trabalhar meio período... saí de lá e elas continuam trabalhando meio período). E na editora eu queria propor algumas mudanças, inclusive propor de a Bianca (uma das revisoras) ter a mesma função que eu, para que o processo de trabalho flua melhor - sim, eu dou conta de fazer as coisas, mas entre "dar conta" e "trabalhar visando a excelência" há uma grande diferença. A verdade, também, é que ainda me sinto incomodada com a situação, porque eu queria ter a oportunidade de aprender essas milhares de coisas que estou aprendendo (atividades que talvez eu vá exercer para o resto da minha vida? embora "para o resto da minha vida" seja um pouco inquietante), mas também queria que a Bianca tivesse essa oportunidade, porque é uma garota muito talentosa e com quem eu queria trabalhar no mesmo patamar, para que nos ajudássemos a melhorar processos de trabalho e, consequentemente, a qualidade dos livros, além de nossas próprias habilidades profissionais (ela também é formada em tradução). Mas cada coisa a seu tempo, né? De qualquer forma, é algo que eu quero muito, e uma hora ou outra, vai acontecer. Porque as coisas que eu quero sempre acontecem - sou sagitariana, tenho sorte (a Ana que disse que Sagitário é o signo da sorte e eu acredito... tenho tido muito mais sorte na vida do que talvez mereceria e estou muito grata por tudo).

Um comentário:

Crisão disse...

doidinha, to de acordo. vai fundo!!!! e vou ficar te olhando à distância, pessoa que volta 2 da manhã....