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domingo, 15 de março de 2009

S de saudade

Hoje eu queria falar um pouco sobre saudade.

Às vezes um detalhe, uma imagem, uma palavra detona em mim a saudade que sinto de alguém, de alguma coisa, de um lugar, de um momento. Às vezes a saudade é "genuína": é latente em mim todos os dias, nem precisa ser detonada por fatores externos. Às vezes a saudade dói, dá vontade de chorar, mas é tão doce quando é saciada!

Acredito que a saudade faz com que os reencontros se tornem mais mágicos que o normal. Lembro de uma vez em que estava com a minha tia por algum motivo, ela precisava ir para terapia e eu teria que ficar esperando na sala de espera (eu devia ter uns oito anos), então ela me deu um livro para ler - um livro tão lindo! Não lembro o título nem o autor, mas era a história de uma menina que tinha um pavão; ela não "tinha" como normalmente temos cachorro, gato, chinchila, passarinho, peixinho dourado, ela "tinha" um pavão porque eles se gostavam, na verdade, eles se tinham. O pavão vinha de tempos em tempos, uma vez por ano, talvez, visitá-la e, entre uma visita e outra, a menina quase morria de saudade, então ela teve uma ideia mirabolante: prender o pavão em uma gaiola para que ele estivesse sempre perto dela, assim ela não sentiria mais saudade, só que, com o tempo, ele foi perdendo a cor das penas e as próprias penas, foi ficando feio, e ela entendeu que era preciso libertá-lo porque a saudade era o alimento de sua beleza e o que tornava o reencontro sempre mágico.

Embora a saudade possa distorcer situações e sentimentos, mesmo assim eu gosto de (e até preciso) sentir saudade... para que os reencontros continuem sempre mágicos! Como hoje.

Um comentário:

... disse...

oba, agora estou por aqui. E nem me lembrava q tu tinhas um blog.... :-P

Vou lendo com calma teus escritos!

Te cuida, maluquinha!

xoxoxox
Crisão