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segunda-feira, 9 de março de 2009

A vida é chama...

enquanto ela não acaba, continuo ardendo.

Vim para São José nesse fim de semana, porque estava quase sem roupa para vestir, já que fazia duas semanas que não lavava roupa (estou sem varal na quitinete). Lavei toda a roupa no sábado, comi comida boa da mamãe e engordei tudo que emagreci em São Paulo. (Estou indo a pé para o trabalho - dá uns 35/40 minutos e também voltando a pé quando dá - mais 35/40 minutos, dependendo de quanto tempo preciso ficar esperando para atravessar as ruas e avenidas; pretendo correr de manhã no Ibirapuera nos fins de semana, assim que as coisas se ajeitarem...)

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Ganhei uma geladeira do meu pai no sábado, vão entregar na próxima semana. Se é que vão conseguir entregar, porque dei o número do meu apartamento, sendo que não estou lá em horário comercial. "Que tonta, dá zero pra ela!". Teria que ter dado o número da síndica, uma senhorinha que cuida dos assuntos-problemas do prédio e que ainda está com uma cópia da minha chave porque o pedreiro ficou de ir lá ver o entupimento na área de serviço (quando tomo banho, a água vai pra área de serviço. É, crescer não é fácil... tem que saber lidar com essas coisas e coisas até piores...).

Estou morando em cima de uma Casas Bahia. Às vezes tenho vontade de ir lá perguntar por quantos finais de semana e feriados eu teria que trabalhar em troca de um guarda-roupa, uma cama de casal, um fogão e uma máquina de lavar roupa - que são os itens mais urgentes para mim, depois da geladeira.

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Semana passada disseram que eu ficaria no lugar da tradutora-faz-tudo que vai sair. Fiz um teste de tradução (3 páginas) e outro de revisão de tradução (7 páginas) e começo um tipo de treinamento na próxima semana. Aumentinho de salário e aumentão de trabalho. Embora tudo, estou contente. Desafios são estimulantes.

Acho que já descobri como vou ganhar uma grana extra para cumprir a meta que me propus, depois conto se deu certo. (Não, não vou me prostituir! hahaha... não tenho know-how, nem sou gostosona, e também não sou exatamente boa de cama - ficaria difícil trabalhar nesse ramo sem as características necessárias!) As metas são: terminar de mobiliar a casa e juntar uma grana para mochilar pela Europa em 2010 - não posso mais adiar isso.

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Meio que por acaso, por causa do trabalho, andei lendo um pouco sobre budismo e eu, que nunca liguei muito para religião, de repente, me senti tocada por ele. Para mim fez sentido a busca do esvaziamento, silêncio e busca pelo Nirvana. O vazio pode significar ausência de dor (que é o que estou buscando, entre outras coisas). Queria aceitar as coisas como são, sem julgamentos e que a vida parasse de doer. Eu não queria mais sentir dor (mesmo que isso significasse também uma diminuição das sensações de alegria e prazer); não sei bem onde e por que, de tempos em tempos, dói - aos quinze anos, doía tanto, que me cortei com gilete para a mente voltar a atenção para a dor física e para eu parar de sentir esse mal-estar inexplicável, a dor de estar viva, talvez (?).

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Ainda estou sem internet em São Paulo e isso me desespera um pouco. Enquanto não tiver internet, não posso pegar trabalhos como tradutora/revisora freelancer. Mas pretendo resolver isso na semana próxima.

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Falei hoje com a Ana pelo MSN e me deu mais saudade que o normal. Ando me sentindo estranha, talvez pelas mudanças ainda meio recentes e por tudo que não consigo organizar e nem processar direito ainda.

Amanhã, volto à rotina: trabalho, trânsito, tosse, gente, muita gente, muita fumaça de cigarro e ar condicionado (essa porra de ar condicionado me persegue! estou altamente gripada e tossindo feito uma tuberculosa porque o ar ficou ligado direto em mim há alguns dias; no convênio onde eu trabalhava, o ar também ficava perto de mim, eu quase congelava).

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