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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Da vida trabalhista

Essa semana constatei que tenho mais autonomia do que achei que teria no trabalho - o que, por um lado, é ótimo, eu gosto de autonomia, de sentir que posso tomar algumas decisões (ou que o que eu penso é levado em conta), mas, por outro lado, porque sempre existe o outro lado, é algo que me assusta, porque traz também grandes responsabilidades. Não sei quem falou ou escreveu algo assim: "com o poder também vêm as responsabilidades", mas lembrei disso essa semana. Não que eu tenha superpoderes, mas o poder de decisão é uma forma de poder, não?
Estou com pilhas de livros para avaliar sobre a minha mesa - queria tirar uma foto, porque é algo inacreditável - e também preciso ver vários catálogos e indicar o que seria interessante publicar para o editor (essa é outra atividade que veio no pacote do meu cargo). Não que tudo que eu falar que vale a pena ele vai aceitar, mas o que eu penso conta e para mim isso é novo (no convênio era proibido não pensar, mas não que o fato de pensarmos fosse levado em conta). Talvez seja medo de principiante, mas estou meio paranoica com isso - e se o que eu indicar não vender porra nenhuma depois? Responsabilidade é isso. Um pouco de sorte e intuição iriam bem.
Também tem dois livros parados na minha mesa esperando revisão (estava quase terminando de revisar o livro de bruxaria - traduzi os 10% que faltavam e estava revisando, quando o editor deu a entender que avaliar as obras e comprar direitos eram a prioridade no momento). Tem também uns contratos que precisam ser traduzidos. Daqui a pouco as revisões de tradução começam a voltar e vou precisar dar uma olhada para ver se não tem nenhuma bizarrice (se o revisor não usou o "substituir palavra em todo o documento", por exemplo, e depois nem deu uma última lida para ver se o texto fazia sentido). E-mails do universo inteiro que não param de chegar e parece que nunca venço de responder. Ainda não consegui ver os testes dos candidatos a tradutor e/ou revisor freela. Mas, mesmo assim, continuo gostando e aprendendo muito. Ritmo frenético, minha cabeça vai a mil (do jeito que eu gosto!).
E hoje mandei e-mail do trabalho para a Cris (que Shar & Vi chamam de "Maru") para perguntar sobre "domínio público". Ela trabalha na área faz tempo, talvez poderia ajudar. Às vezes me sinto meio desamparada, não tenho a quem recorrer (quem poderá me ajudar? o Chapolin Colorado! ou a Cris...). Aí, depois de um tempo, a doida me liga no departamento. "Editorial, Aline..." e uma voz muito grave do outro lado fala algo do tipo: "Oi... você não sabe quem está falando?" (*silêncio* - eu não tinha noção). Fiquei muito surpresa quando ela disse quem era, mas não consegui falar direito porque havia várias pessoas ao meu redor e porque não sei falar ao telefone em geral. Conversamos sobre trabalho e um pouco sobre não-trabalho e eu não conseguia associar a pessoa à voz que falava comigo, era muito estranho. Em relação ao que eu tinha questionado no e-mail, fiquei com vontade de falar: "E o que eu faço agora? Me ajuda, pelamordedeus?"... hahaha, mas como eu estava ali, muito profissional e compenetrada, não tinha como. No fim, passei meu parecer sobre o livro em questão para o editor e vou esperar a resposta dele para depois correr atrás das informações necessárias e ver como resolverei. Do it yourself . The best way of learning. Ou não. Rá!

2 comentários:

Crisão disse...

RÁ!

Maru falando. Pois é. Elas me chamam assim.... :-P

Foi um prazer imenso falar com vc. Criei coragem ontem e foi. Espero ter ajudado, embora na prática não tenha dito nada. Ou melhor, disse para não aceitar. Se eles aceitassem, estava por conta e risco DELES, não sua.

ADORO... A-DOOOO-ROOOOOOO Jogo Subterrâneo. Quero encontrar meu porto desejado. E na época do filme, na estação república, tinha Storyboards originais do filme. Coisa linda!!! O metrô usado era um novo q eu nunca vi até hoje.

Agora, falta a gente se encontrar!!! Eeee...

beijos, maluquete!

aline naomi disse...

Cris!!

Fiquei com vontade de ver "Jogo Subterrâneo" de novo. Acho que vou ter outra visão dele agora.

Foi ótimo falar com você. Achei muito surpreendente, juro que não esperava!

Simmm, vamos nos encontrar. E outro dia eu tava pensando que é muito estranho eu já ter conhecido a Vi e a Shar e não conheci você ainda, que conheci, "virtualmente", bem antes delas.

Beeeijo!