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domingo, 5 de abril de 2009

Robô programado para amar tem ataque obsessivo

Estou limpando a caixa de e-mails e, no meio deles, encontro esta matéria, enviada pela Vi, faz tempo:

Robô programado para amar tem ataque obsessivo

Máquina abraçava sua vítima repetidamente, enquanto se declarava com sons estranhos

Por Stella Dauer

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora e tentar evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem e exigindo abraços.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Após uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, este acabou perdendo o controle de si. Em um desses dias, quando a mulher tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

A mulher só pode sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas e só então o sufoco passou. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com barulhos animalescos.

De acordo com o site Geekologie o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente, mas é otimista ao declarar que espera produzir outro robô que tenha sucesso aonde este falhou. “Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um diz viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs”, disse.

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Medo total!

Aí fui ler mais um pouco sobre esse assunto e parece que os livros do Asimov e os filmes de ficção científica ("Inteligência Artificial", "O homem bicentenário", que é baseado no livro homônimo do Asimov, "Blade Runner" (?), "Eu Robô", onde aparece o robô da foto do post de hoje, etc.) em breve serão realidade... tenho receio de que o envolvimento com máquinas nos torne aos poucos menos humanos. Em breve, se tivermos dinheiro, teremos o andróide dos nossos sonhos, programados da forma como idealizamos, então o amor será perfeito, talvez sem sofrimento, mas também sem crescimento emocional, além de não ser tão surpreendente (sendo que o que mais gosto no ser humano é isso: a capacidade de não ser programável, de ser livre para pensar, sentir e agir).

Deem uma olhada nessa matéria que saiu no site do Terra, em junho do ano passado:

Sexo e amor com robôs é tema de debate

Um grupo de cientistas estará reunido, nos dias 12 e 13 de junho em Maastricht, Holanda, para debater a possibilidade de que seres humanos se envolvam cada vez mais em relações pessoais - e mesmo amorosas - com robôs.

Acadêmicos da Áustria, Canadá, Holanda, Irlanda, Cingapura, Estados Unidos e Grã-Bretanha devem apresentar cerca de 20 dissertações sobre o tema, segundo a agência AFP.

A conferência, convocada pela Universidade de Maastricht, começou a ser organizada depois que, em outubro do ano passado, o pesquisador David Levy, 63 anos, lançou seu estudo Intimate Relationships with Artificial Partners (Relações íntimas com parceiros artificiais). Uma versão comercial do trabalho foi lançada com o título de "Amor e Sexo com Robôs".

Em seu trabalho, Levy, que é pesquisador em inteligência artificial na Universidade de Maastrich, argumenta que os robôs serão tão humanos na aparência, nas funções e na personalidade, que muitas pessoas vão se apaixonar, fazer sexo e até mesmo se casar com eles. "Pode soar meio estranho, mas não é. Amor e sexo com robôs são inevitáveis", disse ele ao site LifeScience.

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Se eu pudesse montar um robô para mim, talvez seria um Frankestein das coisas boas de amores passados, atuais, reais, platônicos e imaginários. Mas é tudo bobagem. Eu certamente me entediaria.

2 comentários:

Crisão disse...

Excelente post! Li essa matéria, vi todos os filmes e digo: o dia q brincarmos de verdade com inteligência artificial, tenho certeza de q será nosso fim.

L&L-Arte de pensar e expressar disse...

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