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domingo, 17 de maio de 2009

De herança

Hoje de manhã saí pra comprar material de escritório na loja de 1,99 para levar para o trabalho. Está meio difícil trabalhar sem alguns itens. Depois, quando eu sair, deixo tudo de herança para quem ficar.

Outro dia levei mouse pad ergonômico, grampeador, um tubo de cola, canetinhas coloridas e alguns clipes. Hoje comprei porta-lápis, tesoura, régua, fita para empacotamento transparente, uma caixa de clipes (com 100 - acho que é o suficiente, por enquanto). E também preciso de uma caneta para marcar CD, que esqueci de comprar. E talvez um corretivo, porque cedi o meu para a Bárbara, a revisora muito gente boa que trabalha lá há um mês e pouco. Quando entrei, ganhei pelo menos canetas, um lápis, corretivo e marca-texto; a Bárbara e a Flávia, parece que estão usando canetas próprias... não sei se todo mundo passa por esse tipo de experiência, de ter de levar material de escritório de casa, ou só os premiados (?!).

Não, não sou rica. Não, não ganho bem. E teoricamente eu não deveria estar gastando com essas coisas. Mas tenho a leve impressão de que minha vida ficará deveras complicada se eu não organizar a papelada com grampo, clipes e etiquetas. Se tudo se misturar ou se perder, ninguém vai querer saber se eu tinha o material necessário para ter me organizado melhor ou não. Azar o meu. Então estou considerando um investimento anti-dor de cabeça.

Fiquei imaginando se isso acontecesse no convênio. Eu que fazia a lista de compras do departamento e pedia para a gerente assinar, antes de levar para o financeiro, e, nesse ponto, nunca tivemos problemas. Até quando o Rafael quis comprar um triturador de papel (achei que a gerente não ia autorizar a compra disso!!), compraram, o que foi muito útil, porque não precisávamos mais rasgar documentos com dados confidenciais, era só colocar na máquina. Mas fiquei imaginando se o convênio falasse que não ia mais comprar sacos plásticos de arquivamento ou caixas de arquivo... haha! Tem coisas que é melhor nem imaginar, dá pavor só de pensar. (Nesse caso, eu ia sugerir fazermos uma vaquinha pra comprar os sacos plásticos!) Gastávamos muuuitos sacos plásticos para arquivar as "guias de tratamento" assinadas pelos dentistas e pacientes - se desse algum problema (vira e mexe dava), essas guias serviriam de comprovante para o paciente, dentista e convênio, então tudo deveria estar arquivado no lugar certo. Depois de um tempo ficou menos difícil, porque sugeri comprar caixas com cores diferentes para facilitar o arquivamento (é, sou muito visual e acho que a maioria das pessoas também é, então isso facilitaria o arquivamento nas caixas certas) e aceitaram a ideia - a Luiza também tinha ideias organizacionais ótimas, sugeriu de a gente anotar os números de cadastro dos dentistas com caneta para CD nos respectivos sacos plásticos - isso facilitava demais na hora de procurar algum documento...

Mas não posso reclamar. É uma escolha minha estar onde estou. E o que não me mata, me fortalece.

Ou, como escreveu o Heródoto no livro:

"Bem-vindos reveses, dissabores, contrariedades, dificuldades e buracos no meio do caminho. A superação de tudo isso faz parte do aperfeiçoamento e é um incentivo para novas realizações."

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