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sábado, 9 de maio de 2009

Qualquer coisa como estresse pós-traumático

Essa semana foi puxada no trabalho, mas quinta foi o ápice. A Cris chegou a me ligar de manhã, falou que eu podia contar com ela para me ajudar em alguma emergência profissional, senti energias positivas dela, só que tem coisas que não tem nem como pedir ajuda.

No fim da tarde o editor me chamou na sala dele, onde já estava a gerente editorial, depois chamou também o gerente de produção. Eu estava MUITO tensa. Não cheguei a pensar em demissão nem nada do tipo, mas sentia que não era coisa boa. Depois de uma série de situações em que eu não sabia como reagir (e que não tinham nada a ver com trabalho) - juro que achei que a qualquer momento eles iam começar a gargalhar na minha cara e falar algo do tipo: "Você precisava ver a sua cara!!", porque certamente não consegui disfarçar o meu estado de choque. Não, não fui agredida verbal nem fisicamente (psicologicamente, talvez?), mas eu parecia estar em algum filme de realismo fantástico e, pior, do tipo "Cidade Zero". Eu não entendia o que era aquilo, parecia uma encenação misturada com pesadelo. Eu fiquei muito mal. Não vou entrar em detalhes porque outras pessoas estão envolvidas, mas devo comentar que, ao mesmo tempo que foi chocante, pude entender um pouco melhor como as coisas funcionam e por que são do jeito que são.

Depois de sei lá quanto tempo, saí de lá em estado de choque (literalmente). O cara da imprensa, que trabalha na editora, me ligou assim que cheguei na minha mesa e ainda quis brincar, falando algo do tipo: "Aliiiiiiiiine... adivinha quem está falannnnnndo... uhhh...", como quem fala do além. Me deu vontade de chorar e falar: "Pelamordedeus, não brinca comigo assim agora!!". Eu não conseguia entender nada do que ele me falava, ainda bem que ele sugeriu enviar o que ele estava falando por e-mail - ainda bem. Fiquei praticamente muda até o fim do expediente.

Quando estava voltando para casa, caminhando, me bateu de novo uma vontade de chorar, de vomitar, de tomar banho com sal grosso para me livrar do que eu estava sentindo. Nem sei qual foi a última vez que senti isso, na verdade, nem sei se já senti algo parecido. Cheguei em casa, desabei. Não, não sou chorona assim, deve ter sido a segunda, no máximo a terceira, vez que choro esse ano. Deduzi que deviam ser sintomas de estresse pós-traumático, fui fazer outras coisas e, depois, a sensação foi ficando menos pior.

Deu vontade de escrever para a Lana ou para Carol, para perguntar se esse tipo de coisa é "normal", mas deixei pra lá. Elas estão cheias de trabalho e não posso ficar envolvendo pessoas nas minhas confusões mentais. Aliás, não lembro com quem estava discutindo isso há algum tempo: se determinadas situações seriam capazes de desencadear um desequilíbrio psicológico/emocional irreversível. Parece meio "brincadeira", mas eu tenho um certo medo, porque às vezes sinto que existe uma linha muito tênue que separa a lucidez da insanidade, sendo que cada um tem seu próprio limite (e qual seria o meu?).

Eu só queria esquecer tudo isso.

Um comentário:

Crisão disse...

Vamos falar disso na sexta. Tb ando correndo pra c*****! bjs