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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sem ser trabalho...

Esses dias fiquei com vontade de escrever para a Letícia, mas depois do e-mail ridículo que escrevi já faz um tempinho, estou sem coragem, estou com vergonha. Às vezes dá saudade.
Fato: preciso desenvolver meu tato. Falar as coisas com jeito/pensar ANTES de falar e não agir como um cavalo desgovernado. E ela é tão libriana...

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No domingo, meus pais foram me levar para a rodoviária, como sempre, porque quase sempre estou com malas, aí, não sei por que o assunto desembocou em casamento e divisão de bens.

Meu pai comentou que preferia que eu não me casasse, apenas me juntasse com alguém (assim como meu irmão se juntasse com a namo dele), por causa da divisão de bens (QUE BENS?). Daí eu comentei que, por mim, beleza... e depois de um segundo de reflexão soltei a pérola (?): "Na verdade, nem sei se consigo ficar casada com alguém por cinco anos [depois de cinco anos, por lei, o casal que se junta tem direito automático à divisão de bens, em caso de separação]" e meu pai comentou que eu não era "djorô" (do japonês, "puta" - haha!) nem nada para me casar com várias pessoas. Não é nem questão de ser "puta", a questão é que não sei se existe uma pessoa no mundo que não me entedie e tenha as qualidades necessárias a ponto de eu querer continuar com ela para o resto da minha vida. Na verdade, nem sei se quero me casar e nem se com homem ou mulher. Casar com um homem e uma mulher, talvez? Rá! =P Moderninha só em teoria, no fundo essas questões são meio complicadas para mim. Na verdade mesmo, eu queria alguém que me deixasse livre e confiasse em mim, porque só assim eu seria dele(a) para sempre. Nossa, isso daria um post, outro dia escrevo algo do tipo: "o que a pessoa precisa ter para me ter para sempre" (e brega é a mãe! =). Acho que seria legal ter alguém e que esse alguém gostasse de mim e que mostrasse a vida pelos olhos dele, além de me ajudar a cuidar dos filhos que pretendo ter (quero adotar - é quase uma certeza interna: quero ser mãe, não importa como -, e se tiver filhos biológicos, também serão bem-vindos... - já comentei com algumas pessoas que pretendo adotar uma chinesinha, por causa da semelhança dos traços físicos, para que ela não sofra preconceitos... adotar uma criança negra ou morena ou loira ou ruiva talvez criaria traumas?, e eu não me acho no direito de causar sofrimento em outras pessoas por uma escolha que foi minha (adotar, ter a criança como filho(a)).

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Domingo lavei cozinha, lavei banheiro, varri sala, quarto. O ruim de morar sozinha é que não tenho com quem dividir essas entediantes tarefas domésticas. Mas, mesmo assim, continuo amando morar só. Minha mãe às vezes pergunta se não me sinto sozinha, pelo contrário, me sinto à vontade e tri bem, obrigada. Não trocaria a minha quitenete por uma república com várias pessoas perto da Paulista/perto de lugares legais, mesmo que os gastos fossem os mesmos. Só de pensar que eu poderia morar com alguém que não para de falar (ou, pior, reclamar e falar da vida alheia) quando a única coisa que eu queria era ficar sozinha já me dá calafrios. É, as pessoas às vezes me cansam e eu preciso manter uma certa distância para continuar gostando delas - e talvez elas, de mim.

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Estou quase saindo da lan, antes que eu deixe o resto do meu salário aqui, mas, antes de ir, só uma observação: tem dois meninos de uns 10 anos jogando nos micros do meu lado... achei que lan houses eram só para maiores de 18...

2 comentários:

h. Cassiano Riva disse...

Naomi,

também pretendo adotar filhos. Daqui a dez anos, mais precisamente (e se eu estiver financeiramente estabilizado)... mas não concordo com você sobre se parecer fisicamente com o filho adotivo... Vou adotar pelo menos uns três e não penso que devam ser brancos ou louros... pelo contrário. De qualquer forma o preconceito vai existir mesmo.

Sobre ser "puta"... adorei seus comentários... Pais sempre sonham sonhos ideais para os filhos... afe! Mas você não tem vocação pra ser "p...". Lamento.

E aquele nome que vc escreveu e disse que vai virar post, eu adorei! Não é brega. É título de filme de Almodóvar... hehehehe... Kitsch, talvez!

aline naomi disse...

Pois é, K!
Pretendo adotar filhos quando tiver a tal da "estabilidade financeira". Fico pensando na chinesinha que pretendo adotar e, além do fato de haver semelhança física e talvez menos traumas para ela, é que faz muito tempo vi um documentário e fiquei chocada; na China as meninas são desprezadas, indesejadas, tratadas como lixo - ou pelo menos era assim... vi cenas chocantes, de meninas (bebês) amarradas a cadeiras ou mesas em orfanatos públicos para que não dessem trabalho ou algo assim. Talvez eu pudesse mudar a vida de uma delas, para que depois, talvez, ela também pudesse mudar a vida de outras pessoas para melhor (?). Mas também penso também como você, em ter um filho de cada cor, para que aprendessem a respeitar as diferenças já dentro de casa - seria fantástico! Ainda tenho uns bons anos para avaliar melhor tudo isso... queria me estabilizar primeiro também.

HAHAHAHAHAHA! É, concordo. Não tenho vocação pra ser p.! Se eu tivesse que viver disso como profissão, acho que morreria de fome. Mas acho que aos poucos dá pra ir aprendendo umas coisas legais para fazer com quem se gosta e sem me agredir e sem que eu me sinta agredida... =P

Beeeijos, K!