Pages

domingo, 21 de junho de 2009

Contra a parede - Fatih Akin

Fui ver esse filme às cegas hoje. Gostei do título, achei que valeria a pena. E fui sem ter lido sinopse nem nada.

Aqui em São José tem uma sessão nos Cinemark, todos os dias, às 15h10, que exibe filmes "alternativos" (diferentes do que a galera gosta de ver - sem ser Disney, sem ser comédia nacional, sem ser X-Men e super-heróis, sem ter explosões nem tiros gratuitos). Paguei R$ 3,50 por meia entrada para ver um filme ótimo. Inacreditável.

O filme se passa em Hamburgo, na Alemanha, e os dois protagonistas são descendentes de turcos. Cahit e Sibel se conhecem em um hospital, depois que cada um tenta suicídio de uma maneira diferente, por motivos diferentes. Quando Sibel fica sabendo que Cahit é turco, pede que ele se case com ela, pois não aguenta mais sua família - casar com um turco, aprovado pela família, seria a sua única chance de ter liberdade. Cahit hesita, mas depois aceita. Eles tem um casamento de fachada; ela se muda para o apartamento dele, arruma tudo (antes era um lixão) e aos poucos ficam amigos e depois acabam se apaixonando.

Até então a relação deles era simples, cada um fazia o que queria e pronto. Mas quando eles se descobriram apaixonados, começaram a ter ciúmes, o que resultou na morte de um ex-ficante de Sibel. Culpado, Cahit vai para a prisão e, depois de tentar se matar novamente, Sibil vai para Istambul, tentar viver enquanto espera Cahit sair da prisão. Mas o filme não termina aí... não vou contar mais para não perder a graça.

Gostei. Fazia tempo que eu não ouvia alemão. Gostei de umas músicas turcas que tem no meio do filme também.

Lendo um pouco mais sobre o filme na internet, descobri que a atriz começou a carreira atuando em filmes pornôs e foi deserdada publicamente por sua família - ainda acho tão estranho famílias que, em vez de apoiar seus membros, viram as costas para eles e os maltratam no momento em que eles mais precisam de compreensão e cuidados. Ela declarou para a imprensa, não sei em que momento, que o corpo era dela e que ela teria o direito de fazer o que bem entendesse (apoiada!). O nome da personagem (Sibil) é o nome real da atriz que a interpreta.

O filme tem algumas cenas chocantes, mas, para mim, a que me deu arrepios foi quando, em um bar, Cahit diz que não vai se casar com Sibil, então ela quebra uma garrafa no braço de um sofá onde ele está sentado e corta o próprio pulso com os cacos - o sangue jorra (!).

Nenhum comentário: