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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do encontro de tradutores

Só queria deixar registrado aqui o encontro de tradutores em Lorena sábado passado.

Fui e foi bacana, embora só tenha tido mais dois tradutores participantes e respectivos acompanhantes. O Paul, que organizou, e a Vânia, que abrirá uma agência de tradução em São José. E também compareceram a esposa do Paul e o namorado (?) da Vânia.

A viagem São Paulo-Lorena durou cerca de três horas; achei o restaurante bem rápido (o Paul é bom com essas coisas de dar direções), fiquei esperando algum tempo sozinha na mesa - não sabia que era constrangedor esperar em um restaurante, enquanto todos comiam, eu só bebia um suco. Depois o Paul e esposa chegaram, e depois Vânia e namorado chegaram e me senti mais confortável. Esperamos mais um pouco para ver se mais alguém vinha - não veio -, conversamos. A comida era boa. Depois peguei carona com a Vânia, que é uma jornalista portuguesa que fala vários idiomas e, se ela não dissesse que era portuguesa, eu nem ia notar, porque ela não tem sotaque de português de Portugal. Lembrei da Pat, de Portugal, uma amiga por correspondência que fiz há pelo menos 6 anos, daí deu saudade e escrevi para ela.

Fiz contatos, foi legal, mas para mim o mais legal foi saber a história da Vânia. É o que eu queria para mim também, a médio prazo. Ela contou que morou em vários países da Europa, aí decidiu que vinha morar e trabalhar no Brasil e veio, sozinha, com a cara e a coragem. Morou no Rio, morou em São Paulo, agora mora em São José. Por enquanto. Até provavelmente achar que está na hora de ir mais longe. Ou ir para outro lugar. Ela não tem raízes (ou talvez tenha várias? na verdade, nasceu em Moçambique, com dois anos foi para Portugal, de onde os pais dela originalmente são, e sei que uma das avós é espanhola). Vai aonde quer. Faz o que quer. Gosto de conhecer pessoas assim, porque fico achando que eu também vou conseguir fazer tudo que quero, como quero, onde quero, e que também vou conhecer o mundo inteiro, aprender verdades, fazer amigos, aprender outras palavras e comer outras comidas. Uma hora as coisas acabam dando mais certo do que eu imaginava.

Talvez a Vânia organize o próximo encontro em São José. Eu que sugeri, porque os tradutores de São Paulo poderiam ir também, porque é bem mais perto que Lorena.

Senti muitas saudades dos "tradutores lindos", saudades das discussões nas aulas de "prática de tradução" - cada um fazia uma tradução diferente, e era tão enriquecedor ouvir colegas e perceber que a tradução também passa pelo que somos e de que forma vemos o mundo.

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