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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Do outro lado - Fatih Akin

Domingo fui ver esse filme no Cinemark de São José. Não entendo muito bem qual a lógica deles, mas dessa vez paguei R$ 2 pelo ingresso. Para ver um filme MARAVILHOSO.

Esse filme é do mesmo diretor de "Contra a parede", que eu tinha visto domingo passado, Fatih Akin.

De novo ele faz um link entre Alemanha e Turquia. Depois de ver esses filmes, lembrei também de um espetáculo de dança que se chamava "Disseram que eu era japonesa...", lá em São José, de uma dançarina descendente de japoneses. Deu vontade de transformar o que sou em alguma coisa que preste também, embora eu ainda não saiba muito bem em quê.

Na fila da bilheteria, uma mulher me recomendou "Ao som de Istambul" (acho que era isso), do mesmo diretor. Ela disse que é muito, muito bom. Na sala, como sempre, pouquíssimas pessoas. Sinto uma tristeza (indevida?), porque se as pessoas não vão a essas sessões, uma hora o Cinemark acaba com o "Cine Cult" e pronto. Azar de quem gosta.

Entrei atrasada, e uma das primeiras cenas é a de um velho turco andando por uma rua cheia de prostitutas, na Alemanha. Ele escolhe uma delas e descobre que ela também é turca e se chama Yeter. Depois de um tempo, ele propõe que ela vá morar com ele. Ela acaba aceitando e conhecendo o filho dele, Nejat, por quem sente uma afeição, e se abre - conta que tem uma filha e que gostaria de encontrá-la. Depois de um tempo, Yeter acaba sendo "assassinada", sem querer, pelo velho e este acaba preso. Nejat, não tendo nada que o prenda à Alemanha, desiste de dar aula em uma universidade alemã e vai para a Turquia procurar pela filha de Yeter. E nisso acontecem várias coisas.

Ayten, a filha de Yeter, faz parte de um grupo de resistência na Turquia e, depois de uma manifestação tumultuada, foge para a Alemanha. Ela não tem dinheiro, não tem quem a ajude, mas conhece Lotte, uma universitária que paga um almoço para ela e acabam ficando amigas. Lotte acaba levando Ayten para morar na casa onde mora com a mãe e, quando Ayten é deportada e presa na Turquia, Lotte acaba viajando para lá para ajudá-la. Fiquei pensando em bondade - quem no mundo faria isso hoje em dia?

Gostei do filme e recomendo. A trilha, de novo, é ótima. Gosto das músicas turcas que esse diretor usa nos filmes dele.

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