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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dica de backup

Antes que eu esqueça, preciso compartilhar essa dica de "backup".

Minha situação atual está contribuindo para o aumento das minhas sinapses ou, pelo menos, aumentando meu fluxograma mental para resolução de problemas de várias naturezas.

Essa semana tivemos uma queda de energia de menos de um segundo lá na editora, mas, nisso, parece que o micro do Mega não queria mais ligar - imagina que paura, perder tudo?! Só para vocês terem noção da gravidade do problema: o Mega faz mil coisas. Ele também é "assistente editorial" (entre outras atribuições), só que trabalha com obras nacionais, e realiza várias atividades relacionadas (ou não) a essa função principal: lida com autores nacionais e é responsável por fazer todo o trâmite burocrático (contratos, reuniões explicativas, todas as conversas necessárias durante a produção da obra, etc.). Imaginem se ele não tem um backup de contratos, acordos, esclarecimentos em CDs ou pen drive ou de alguma outra forma e, de repente, os dados da máquina dele são irrecuperáveis?

Até onde sei, a editora não faz como o convênio fazia (eu achava genial por ser preventivo): no fim do dia, todos os dias, o TI fazia um backup de todas as informações salvas no sistema e também em rede. Ou seja, se houvesse algum problema com qualquer máquina de qualquer funcionário, os dados desse funcionário estariam arquivados em rede (todo mundo tinha uma pastinha onde salvava o que achava importante e isso ficava lá, por precaução). Fora isso, eles contratavam um serviço de armazenamento de dados externo, a Digiweb, com base física em São Paulo - ou seja, caso acontecesse algo desastroso com o nosso local físico de trabalho, lá em São José (uma enchente, invasão de sem-terras, incêndio, etc.), ainda assim, todos os dados estariam a salvo na Digiweb. Na editora, não tem nada disso. Cada um que se vire para fazer o backup e pronto, porque se depender do TI, rá... - o Mega já pediu pra ele atualizar o sistema para mim umas cinco vezes (sem brincadeira) e eu já pedi uma vez; é algo que não consigo fazer eu mesma (se soubesse, certamente já teria feito! a dependência me irrita!)... não sei se ele realmente tem muito o que fazer ou acha que atualizar o sistema para mim não é importante, realmente não sei o que ele pensa, mas até agora (já faz uns dois ou três meses desde que o Mega solicitou pela primeira vez), não atualizou porra nenhuma. E eu não sou do tipo que fica pedindo a mesma coisa várias vezes porque deduzo que cada um tem de fazer o seu trabalho e pronto, sem precisar ficar cobrando ou sendo cobrado. É nessas horas que invejo as pessoas que entendem de informática, computadores, sistemas, porque elas não dependem de ninguém - elas simplesmente resolvem tudo que querem/precisam por si sós e são felizes. Já eu, faço o que posso: backup diário no pen drive (que comprei com o dinheiro que eu nem tinha para ficar gastando com essas coisas) e, depois do que aconteceu com o Mega, achei melhor me precaver ainda mais. Se o TI nem está a fim de atualizar o sistema na minha máquina, que dirá fazer backup do meu Outlook, digamos, uma vez por semana, né? Será que um dia consigo ficar craque nessas coisas para NUNCA MAIS depender de TI nenhum?!

A ideia é assim: criei duas contas de e-mail no gmail e vou começar a enviar cópia de todos os e-mails importantes ou não tão importantes para lá (gênia! =P). Uma conta é só para armazenar originais de livros (cada um pesa alguns megas!) que solicito ou que agentes/editoras enviam para avaliação e outra é para backup geral, para e-mails de todas as naturezas. Comecei hoje o processo - quando eu enviar ou responder e-mails, sempre vou enviar com cópia oculta para o e-mail de backup, para que fique arquivado, caso um dia aconteça algo com a máquina. Isso ainda não é automático, ainda esqueço de enviar cópia oculta para esse e-mail e aí preciso ir para a Caixa de Enviados e encaminhar, mas daqui a pouco internalizo o processo e ele vira hábito.

Jogando o jogo do contente: se tudo fosse como eu penso que deveria ser (medidas preventivas como backup diário de informações salvas em rede e arquivamento de dados externamente), eu nem precisaria pensar, porque isso seria responsabilidade do TI ou de alguma outra pessoa e não minha. Mas como as coisas são como são e sei que se minha máquina simplesmente parar de funcionar o problema vai ser meu, e se eu perder todos os dados, azar, precisei eu mesma encontrar uma saída/uma medida preventiva. Eu precisei PENSAR! Porque é na dificuldade que surgem ideias boas ou geniais. Ok, sei que a ideia não é "genial" e nem original, qualquer um pensaria nessa solução depois de um tempo, mas foi a que consegui e fiquei orgulhosa de mim por isso. Malha, cérebro, malha che ti fa bene!

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