Pages

quinta-feira, 23 de julho de 2009

(d)O. M. A. - (des)Organização Mental Aleatória

Plano para um futuro (espero que) próximo: quero fazer pós em direitos autorais. Além de trabalhar com o texto em si, que eu adoro, quero investir nessa área. Trabalhar com direitos autorais ou, melhor, direitos estrangeiros, em uma grande editora deve ser um sonho, porque deve incluir sair mundo afora, Feiras do Livro afora, para conhecer pessoas interessantes (?) ou que pelo menos leem (!) e comprar direitos de livros para publicação no Brasil. Encontrei este curso por acaso, no trabalho, e, agora, vendo melhor, não é exatamente voltado para direitos autorais de livros, mas de outras mídias (cinema, televisão, música, softwares)... de qualquer forma, custa R$ 790/mês por dois anos + matrícula de R$ 200 e, no momento, só conseguiria fazer se eu tivesse uma galinha que botasse ovos de ouro. Gostei de saber que existem cursos assim. É provável que exista um mais específico para a área editorial e eu vou fazer (assim que conseguir um salário para bancar o investimento). Para mim é tão estranho ter de pagar para estudar, depois de seis anos (quatro de tradução e dois de odonto) não precisando desembolsar um centavo com matrícula nem mensalidade... e na facu de odonto ainda tirei radiografia panorâmica grátis, em dois minutos, e, se quisesse, poderia ser atendida com uma certa prioridade por ser aluna (vantagens de ser aluna da área da saúde!).

Outros planos para quando eu tiver a tal galinha dos ovos de ouro: retomar os estudos de japonês e alemão. Aprimorar meu espanhol em La Paz, na Bolívia, e voltar falando bolivianês. Esses dias ligou um cara de uma editora espanhola lá na editora e meu cérebro travou, eu não conseguia responder automaticamente, como faria se estivesse falando inglês. Quero fluência total em espanhol + sotaque boliviano. Também quero fazer outros cursos de fotografia - fiz um curso básico no Senac, há anos, porque pedi de aniversário pro meu pai, quando fiz acho que 17 anos (?) - e mostrar um pouco a minha visão de mundo (literalmente) para as pessoas. Adoro fotografar pessoas. Adoro fotos em p&b ou supercoloridas.

Plano que não depende da galinha, apenas de tempo e dedicação: terminar o tal livro de contos e oferecer para as editoras e me sentir livre por ter fechado mais um ciclo da minha vida. Depois talvez consiga desenvolver meu próprio estilo do jeito que quero: existencialista com erotismo muito sutil e elementos fantásticos. Clarice Lispector + Haruki Murakami + Caio Fernando Abreu + Yasunari Kawabata + Lygia Fagundes Telles + Julio Cortázar + Franz Kafka... pretensãosíssima, mas o estilo que busco é a mistura de todos esses gênios. A mistura perfeita.

Hoje me sinto: um fracasso. De novo sinto que não estou dando conta de fazer o que deveria fazer no trabalho. Tudo bem que há alguns anos havia duas pessoas para fazer o que eu faço - e talvez a demanda de trabalho fosse menor (?) -, mas a Carol dava conta, e também as pessoas que vieram depois dela. Então me sinto meio fracassada por não estar conseguindo fazer tudo da forma como gostaria. Por mais que eu faça, sempre surgem mais tarefas e parece que nunca vou conseguir terminar. Amanhã vou dar um jeito de arrumar a minha mesa, talvez me sinta melhor, mas antes vou tirar uma foto - minha mesa é o reflexo do que sinto atualmente: sobrecarregamento. E eu fico achando que preciso deixar todos os livros por perto, para não esquecer quais estou negociando ou que precisam ser avaliados para possível publicação ou que estão em tradução ou produção, fora os papéis, muitos papéis, catálogos e pó escondido (?) também.

Agradeço mentalmente porque hoje consegui o que pedi antes de sair de casa (muito trabalho, mas fui deixada em paz).

Estou contente porque amanhã tem fondue de queijo na casa do Dan e vou conhecer os amigos dele. Ele sempre me convida (e também a Bianca e outros colegas-amigos do trabalho), mas eu sempre estou indo para São José... Então fico amanhã para o fondue depois do trabalho e vou para São José sábado de manhã, levando uma mala com roupa suja de três semanas para lavar. Espero que a máquina de lavar esteja em forma, pois vai malhar muuuuito nesse fim de semana!

Estou contente (2) porque hoje a Lu me mandou e-mail me convidando para mochilar no Chile no fim do ano. Como já citado acima, o problema é o dinheiro que não sei se terei. Independente disso, fiquei muito contente só pelo convite. Acho que vou chamar a Letícia, que também curte essas paradas e provavelmente não vai ficar reclamando de ter de caminhar muito ou de ter de dormir em lugares baratos-desconfortáveis. A Lu disse que uma amiga dela que é expert em economia está organizando a viagem, então, provavelmente, não gastaríamos muito. Vamos ver, vamos ver. (Inha, inha, inha, quero uma galinha! Na verdade, só alguns ovos de ouro já estaria bom!) É bom sonhar. Neruda, cadê você? Eu vou aí só pra te ver! =) A louca.

Conversando com amigos, voltei a uma questão engraçada da vida: algumas pessoas que passam/passaram pela nossa vida nunca vão saber que pensamos nelas, nem o quanto as admirávamos e nem mesmo que tínhamos um quê de flerte (in)consciente (?) com elas. Uma amiga disse que vira e mexe "se apaixona" por algumas pessoas, mesmo tendo namorada, mas isso só dura um dia ou pouco mais que isso, e depois a sensação passa. Talvez eu já tenha me apaixonado por algumas pessoas sem me dar conta (é, eu sou lerdinha!), mas a isso eu dava o nome de "encantamento". Algumas pessoas me encantaram/encantam, e nunca saberão. E eu também nunca saberei o que provoco (de bom e de ruim) nas pessoas... esses dias eu estava lembrando de quando eu era apaixonada por um Daniel do colégio... se bem que para ele eu me declarei em cartinhas de amor ridículas, sei lá se ele levou isso a sério?! Amor platônico que durou três anos. Terminou o colégio e nunca tivemos nada, nem beijinho, nem brigadeiro. Eu sempre fui dessas esquisitices platônicas. Hoje em dia tenho curiosidade de saber por onde ele anda. Provavelmente em Floripa (?), para onde supostamente foi estudar qualquer coisa como História (?) ou Oceanografia (?), sendo que primeiro ele queria estudar Computação (?) ou algo assim. Provavelmente casado, com um casal de filhos e trabalhando em algo completamente diferente do que planejava e ganhando dinheiro suficiente para pagar as contas e viajar com a família no fim do ano. La vie parfaite. Provavelmente continua evangélico, mas deve ter tirado o aparelho dos dentes. Será que continua a cara do Doug Funnie, especialmente o nariz? =D É, eu sempre gostei dos fisica e psicologicamente esquisitos-exóticos, que são sempre os mais humanamente ricos e que me acrescentam mais. A normalidade não me atrai.

Verei Luiza (saudade!) no sábado?

Quero cortar o cabelo lá perto do convênio onde eu trabalhava. A Terezinha é a única que corta do jeito que eu gosto! Sábado = dia da beleza?

Verei Ana (saudade!) e Camila (saudade!) no domingo?

Estou contente (3) porque amanhã é sexta! (Meu lado pollyanístico está atacado mesmo, e daí? =)

Nenhum comentário: