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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um supermercado no mundo ideal

Odeio fazer compras. Mas uma vez por semana ou, no máximo, uma vez a cada dez dias, preciso ir ao supermercado. Sempre que a água mineral está acabando, sou obrigada a ir lá.

É muita gente, muita fila. Para mim seria muito mais prático selecionar tudo pelo site do supermercado na internet, fazer o pagamento via transferência online e agendar um dia e um horário para entregarem em casa. Simples, fácil e prático.

Fiquei viajando hoje na fila. Pensando que no "mundo ideal" os supermercados não teriam funcionários, na verdade, nenhuma loja teria funcionário - as pessoas estariam ocupadas com outros tipos de trabalho do tipo não-automático. O "mundo ideal" seria um lugar civilizado. As pessoas entrariam, comprariam, e pagariam, provavelmente com cartão de débito ou de crédito. Sem funcionários, o dinheiro que seria gasto com isso se converteria automaticamente em um valor muito mais baixo dos produtos à venda. Entraríamos, pegaríamos o que precisamos e deixaríamos a grana lá ou passaríamos o cartão.

Uma vez ouvi uma das monitoras de histologia comentando com o professor que quando ela foi para a Irlanda ou não sei que outro país, tinha uma loja que era assim, self-service. Não tinha funcionários nem ninguém tomando conta da loja. Cada um entrava, pegava o que queria, pagava e saía. Fiquei pensando se ela não sonhou que isso era verdade...

Se fôssemos civilizados, todos ganharíamos. A grana que o dono da tal loja irlandesa (ou não sei de onde) usaria para pagar funcionários obviamente deve ter sido convertido em desconto nos produtos vendidos.

E de onde será que vem esse instinto que a maioria (?) das pessoas tem de pegar coisas alheias? A "diferença social" justifica? E se todos tivéssemos as mesmas condições de vida, a tentação de se apropriar de coisas alheias seria menor?

Obs: a foto que ilustra o post de hoje é do filme "1,99 - Um supermercado que vende palavras", do Marcelo Masagão, que eu recomendo a todos. Talvez o trabalho mais conhecido desse diretor seja "Nós que aqui estamos por vós esperamos", que também é excelente.

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