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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Caixa de supermercado

Acabei de voltar do Carrefour, onde comprei um monte de besteiras (bolo, pães, vários Miojos, um de cada cor...).

Tem dias em que eu queria ser a caixa do supermercado. Acho que estou ficando cansada. Faz uns dias comecei a ajudar o Mega a fazer os relatórios de pagamento de royalties para as editoras internacionais - ele agora está no Rio, ajudando a providenciar as coisas para o stand da editora na Bienal do Livro e estou calculando os valores e deixando os relatórios bonitinhos para não ficar tudo tão mais atrasado quando ele voltar, só daqui umas duas semanas; esse trabalho, penso eu, deveria ser do departamento financeiro, mas vamolá, Mega and me. Não reclamo de fazer isso (aliás, eu que pedi para ele me ensinar porque eu queria ajudar), só que às vezes cansa ter um monte de funções não exatamente relacionadas ao trabalho para o qual fui contratada (na carteira de trabalho diz: "tradutora") e tudo exige muito cuidado e atenção. Às vezes deve ser bom ter um trabalho em que você não precisa pensar o tempo todo e não ter muitas responsabilidades. O trabalho é simplesmente aquele e acabou. As meninas do caixa não devem levar problemas para casa, não devem ter pesadelos.

Lembrei de uma caixa de supermercado francesa, que começou a escrever um blog sobre o trabalho dela. Depois de um tempo, o blog estourou, todo mundo queria ler, e o blog acabou virando livro. Ah, achei a matéria que li aqui. Para quem lê francês, o blog da Anna Sam (se fosse "Annasan", eu ia achar que era japonesa! =P) é esse: Les Tribulations d'une Cassière. Não li muito, mas parece interessante! E como ela se formou em Literatura, pelo pouco que li, escreve bem.

Ter um trabalho assim e depois escrever um livro... nada mal, né?

Acho que vou pra Bolívia ser garçonete e ir juntando dinheiro para ser garçonete em várias partes do mundo e depois escrever sobre essa experiência. Também incluirei um glossário com frases de garçonete no fim do livro: "Boa tarde, o que o senhor deseja?", "Com molho ou sem molho?", "Com maionese [argh!] ou sem maionese?", etc., em várias línguas. Não terei progredido profissionalmente (no sentido de ter cada vez mais responsabilidades e desgaste e cansaço... à toa?), mas terei vivido. E viver vale a pena. Sempre.

3 comentários:

Ana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana disse...

Eu não queria ter reponsabilidades com dinheiro, pressa pra antender, lidar com pessoas, receber reclamações e fazer sempre coisas parecidas... Vou pensar num emprego que eu acharia ideal... Talvez fazer reportagens sobre viagens pelo mundo??? ehehehe!
bjos, choro não! amo tu (tututututu)

aline naomi disse...

HAHAHAHA!

Também quero um emprego desses, Ana!
Meu sonho há uns 10 anos era ser repórter da revista Terra! =)

Amo tuuu! (tum tum tum! =)