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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Do que ando fazendo no trabalho...

Hoje no trabalho foi legal!

Traduzi uns contratos, falei com uma tradutora excelente, legal e sã (raridade!!), que foi entregar uma tradução (e na hora em que fui dar um beijo de despedida no rosto dela, quase pego na mão da garota sem querer - haha! ai, que constrangedor!, não consegui nem comentar a situação, e falei logo algo do tipo: "qualquer coisa, manda e-mail, tchau!"), traduzi um texto de Maçonaria para o editor, analisei uns livros e li boooa parte de um livro em francês sobre DDA (Déficit de Atenção) sem hiperatividade. Eu pedi esse para análise porque não encontrei nenhuma publicação especificamente sobre os portadores de DDA sem hiperatividade em português, e como por aqui é um assunto que está sempre na mídia, é cada vez mais divulgado, achei que seria interessante e lucrativo publicar algo nessa linha. É bacaninha, um livro bem fácil de ler, escrito por uma psicóloga francesa que trabalha nessa área, mais para pais e professores de crianças com o problema. Não tem linguagem acadêmica nem nada, embora ela cite as fontes de pesquisa de onde ela tira os dados e depois tem uma bibliografia no final do livro (o que me passou a segurança de que ela sabe do que está escrevendo - eu estou muito sem paciência com autores que escrevem assim: "segundo algumas pesquisas..." [QUE PESQUISAS??], "segundo alguns especialistas..." [QUE ESPECIALISTAS?], "segundo o Zezinho da padaria...", "segundo eu mesmo", "porque eu conheço pessoas que já tiveram esse problema e resolveram dessa forma" - sorry, mas sou uma pessoa muito racional e acho um abuso alguém escrever livros de saúde sem citar fontes de pesquisas científicas/confiáveis).

Foi legal, também, porque me identifiquei com várias coisas: ir mal na escola (em matérias em que era preciso decorar dados apenas para o fim específico de ir bem na prova/no Vestibular e que não tinham nenhuma finalidade prática ou útil para a vida), baixo nível de concentração em tudo que não me interessa, embora, contraditoriamente, consiga hiperfocar e me alieno do mundo quando algo me interessa (quando estou traduzindo ou lendo ou vendo algo que estimula o meu cérebro), desorganização interna, às vezes tenho a sensação de ser incompetente e que não consigo acompanhar o raciocínio lógico das outras pessoas (a minha "lógica" em geral é diferente), esqueço e/ou confundo informações com mais frequência do que gostaria, às vezes é difícil parar de "viajar" porque tem uma avalanche de pensamentos que não me deixa em paz, não tenho muita noção de espaço e direção, não lembro de muitas coisas que já me aconteceram, não lembro de pessoas, nomes, situações - às vezes isso é bom, se alguém me sacaneia, depois de um tempo eu nem lembro mais, não guardo ressentimentos, porque, na verdade, eu nem consigo lembrar direito o que aconteceu. Acho que essa coisa tem "picos"; um dos micos maiores foi quando quase entrei no carro de um desconhecido (!), porque a cor do carro era igual à cor do carro do meu pai, depois de sair do supermercado, e, outro dia, vesti a blusa do lado contrário, com a etiqueta do lado de fora, mas não lembro se cheguei a sair assim na rua ou se minha mãe me avisou. Perder o carro no estacionamento do shopping é normal e me irritar comigo mesma por isso também (que perda de tempo ficar andando de um lado pro outro e não ter noção de onde estacionei!). Por isso eu quero um lindo Beetle amarelo - que eu nunca perderia em lugar nenhum!

Aí, no livro, tem uma parte legal, que compara a mente de um portador de DDA com o host de uma festa. Os convidados precisariam entregar o convite para poder entrar, mas ele esquece de pedir os convites, então as pessoas começam a entrar na festa sem critério algum; de repente, o salão está cheio, porque as pessoas que nem tinham convite também entraram. Com a mente do DDA acontece a mesma coisa: o cérebro fica sobrecarregado porque as informações entraram sem critérios, sem ser filtradas. E depois é uma confusão porque as informações úteis estão no meio de informações inúteis (que entraram de penetra) e o resultado é uma certa confusão mental e dificuldade para lembrar de informações necessárias/importantes.

Mas, de bom, segundo a autora, os portadores supostamente tem uma mente mais criativa que a média dos não-portadores (não lembro se esse hífen caiu com a nova ortografia!) e conseguem encontrar saídas diferentes para os problemas (a gente tenta! =)... acho que estou exercitando esse lado lá na editora... cada hora aparece um problema diferente e eu que me vire para resolver, não importa como, desde que seja resolvido. Então tá.

Espero que esse livro seja aprovado!

O livro italiano dos ETs nem rolou (o autor escreveu um diário contando sobre como ele foi abduzido e depois voltou para a Terra - não riam, é supersério! Haha!) .

Tem um livro de ficção lindo, americano ou inglês, agora não lembro, falando de vegetarianismo para crianças, que não foi aprovado. Esse eu pedi porque tenho a impressão de que o número de vegetarianos está aumentando no Brasil e no mundo em geral (será que é só impressão ou a mídia está dando muita atenção para esse assunto?) e acho que venderia, além de promover uma filosofia em que acredito (não consigo seguir estritamente, mas um dia eu chego lá). Também pensei que o livro poderia ser trabalhado em sala de aula para mostrar uma outra opção de vida para as crianças, inclusive para talvez diminuir um certo preconceito contra crianças que já tenham uma família vegetariana e sigam essa dieta/filosofia. Mas, infelizmente, não rolou. E estou pensando em traduzir e depois mandar pra Cia. das Letrinhas e pra Cosac. A responsável pelo departamento de direitos estrangeiros da editora internacional perguntou se ainda estaríamos interessados em publicar o tal livro no Brasil, e falei que, infelizmente, não, mas que eu tinha adorado o livro e tinha esse plano B: traduzir e mandar para essas duas editoras, que têm o foco em livros de altíssima qualidade para crianças, porque queria o livro publicado no Brasil de qualquer jeito - o livro é lindo! Torçam para o projeto decolar!

Obs: amo meu trabalho!

2 comentários:

dan disse...

Tipo, tem certeza q o nome desse blog deveria ser Fragmentos? hahauhauhauah.
Você se assustaria se eu dissesse que estava perguntando pro kadu se ela achava q tinha DDA (sendo q no meu caso tb naum teve hiperatividade), Aliás, vc tava junto, não tava?
Queria ler esse livro, parece super interessante, tenho esse problema tb de ficar pensando pensando pensando e quase ser atropelado! rs. se for aprovado me avisaaaa... Agora, naum fique revoltada se um louco tem coragem de acreditar q limpar vesículas pode curar um câncer, rs...Agora entre as outras coisas que você citou, nunca consegui me concentrar pra estudar pra prova, por isso sempre prestava atenção na aula, e sempre tirava a melhor nota da sala. Quando o filme ta chato, começo a naum entender nada e vou ler, kkkkk. Agora se a leitura ta boa, vou parar na estação Praça da Árvore, sendo q deveria descer na Vila Mariana, kkkk.as vezes tb me perco no que as pessoas estão falando, e peço pra repetir (e acho isso super constrangedor). Acho q o mais constragedor ainda foi quando contei uma história da Bianca misturada com a de uma outra amiga sobre o Allstar, e tudo isso na PRA ELA! kkkkkkkkkkkkkk. Enfim, quero ler esse livro, e talvez tenha um pouco mais de certeza q sofro disso! e eu continuo torcendo pelo livro vegetarianooo0o!!! rssss.. bjuuus line, saudade

aline naomi disse...

HAHAHAHAHAHA!!

Às vezes também penso nisso: "gigantescos breves fragmentos"... é inevitável, às vezes começo a escrever e não consigo parar!

Te aviso se o livro de DDA for aprovado, sim! É muito gostoso de ler!

Ah, esse negócio de pedir pra pessoa repetir o que ela falou também acontece comigo... como não tenho certeza se interpretei certo, aí acho mais seguro pedir pra repetir ou então eu falo como entendi e pergunto se é isso mesmo.

HAHAHAHAHA! Eu tava no dia em que você falou do All Star pra Bi!

Beeijo, Dan! Vou passar lá no seu blog agora! Saudade, saudade!