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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Top defeitos aceitáveis e inaceitáveis

Esse post foi ideia d'O barato de Sampa!

Escrevi sobre as qualidades que me chamavam a atenção em uma pessoa em um post anterior e ela questionou quais os defeitos que eu aceitaria em uma pessoa, porque amar alguém pelas qualidades é muito fácil (concordo! =). Então aí vamos nós.

Top "defeitos" que eu aceitaria:

A pessoa poderia...

1. ser desligada - poderia esquecer aniversário de namoro, o meu aniversário ou qualquer data supostamente importante e isso não seria um motivo para brigas;

2. ser meio escatológica - do tipo que arrota e peida e fala coisas escatológicas enquanto eu e outras pessoas estamos comendo e não está nem aí com o que os outros pensam ou deixam de pensar (isso praticamente não me incomoda, na verdade);

3. ser bipolar ou ter outras doenças mentais em um nível mediano (dentro dos limites do suportável);

4. ter complexos reversíveis, mas que fossem sendo resolvidos aos poucos (eu ficaria feliz em ajudá-l@ a superar isso);

5. não ter noção de quem é Clarice Lispector, Julio Cortázar, Caio Fernando Abreu e Wim Wenders;

6. ler "Playboy" (e similares) e comentar: "Olha como Fulana é gostosa!" (nisso eu ia responder: "é mesmo!" ou "acho baranga, mas gosto é gosto!");

7. sair com a família e/ou com amig@s e não me convidar (eu entendo que em determinados dias as pessoas precisam fazer outras coisas com outras pessoas);

8. esquecer que eu existo às vezes;

9. ser workaholic;

10. escrever errado, contanto que eu conseguisse entender cartas e e-mails que el@ escrevesse para mim;

11. não me ajudar em nada das coisas chatas (lavar louça, lavar/passar roupa, limpar a casa, etc.), desde que isso fosse justificável, como, por exemplo, cumprir um deadline apertado de um trabalho freela;

12. furar compromissos - me ligar e falar: "sei que combinamos de sair, mas perdi a vontade, tudo bem?". Beleza. Melhor que sairmos e a pessoa ficar de mal humor porque não queria estar onde está/não queria estar comigo naquele momento;

13. não me acompanhar em eventos supostamente importantes (e, na maioria da vezes, chatos) do tipo: casamento de parentes/amigos, formaturas, enterros, etc.

14. ser extremamente carnívoro e defender o consumo de carne "por causa das proteínas";

15. querer discutir a relação às vezes, desde que isso não se tornasse constante e obsessivo (discutir várias vezes no mês começaria a me irritar);

16. querer sair com outras pessoas às vezes (desde que não houvesse envolvimento emocional, embora eu tenha noção de que isso é relativo).

Top defeitos inaceitáveis:

1. ser fumante - é a minha única condição não negociável (à primeira vista, parece preconceito, mas, da mesma forma que a pessoa tem o direito de escolher fumar, eu tenho o direito de escolher não namorar alguém assim, porque certamente iríamos brigar muito - eu consideraria "incompatibilidade de hábitos" e é isso; uma amiga comentou uma vez que namorava ou ficava com alguém que fumava e ela conseguia sentir o gosto da nicotina no suor da pessoa quando transavam... não tenho nojo de quase nada, mas quando ela falou, imaginei a sensação e fiquei enojada - tem experiências de vida que realmente dispenso... - acho que quem fuma não deve ter a mínima noção dessas coisas);

2. ser "burra", fazer comentários completamente fora de hora, sem ter o mínimo de cultura geral;

3. ser desleal (por exemplo, a pessoa manter vários casos paralelos, mesmo eu sendo a namorada oficial, sem me contar nada e sem que eu tivesse escolha de permanecer com el@ ou não nessas condições);

4. ser folgada (do tipo que não me ajuda a fazer uma tarefa doméstica nunca);

5. ser letárgica - que espera as coisas caírem do céu e acha tudo difícil - eu começaria a ficar deprimida ao conviver super de perto com alguém assim, sendo que o meu objetivo ao estar com alguém é exatamente o contrário: que esse alguém realize planos e objetivos e, ao mesmo tempo, me estimule a querer e ter ânimo para realizar os meus também;

6. não gostar dos meus amigos e ficar implicando quando eu for vê-los/não querer sair nunca com eles (isso é indiscutível: entre a pessoa e meus amigos, fico com meus amigos);

7. ser muito dependente;

8. não ter vida própria;

9. me sufocar (querer estar comigo o tempo todo e, quando não está fisicamente perto, ficar ligando toda hora para saber onde estou e o que estou fazendo *medo*);

10. mentir;

11. escrever em "miguxês" - e, pior, deixar scraps em miguxês no Orkut para mim, para todo mundo ver! Preconceito linguístico, eu sei, mas me irrita muito, porque miguxês me obriga a ler várias vezes a mesma coisa (ou seja, perda de tempo) para tentar entender algo que eu provavelmente entenderia na primeira lida, se tivesse sido escrito de um jeito normal.

Acho que é mais ou menos isso!

3 comentários:

O barato de Sampa disse...

Gostei do tópico!

aline naomi disse...

Barato,

depois de ler esse post, uma amiga, a Bárbara, comentou um negócio superinteressante: que quando eu gostasse MUITO de alguém, nada disso ia importar. E até a minha condição mais inflexível (a pessoa não poder ser fumante) ia desaparecer. Fiquei pensativa. Até onde realmente vai a nossa tolerância?

Foi muito legal a conversa com ela. Ela falou que todas as nossas preferências podem fazer com que nos encantemos com alguém, mas ainda tem "alguma coisa" que é inexplicável e profunda que não se explica e não tem a ver com afinidades intelectuais. Tem a ver com qualquer outra coisa muito mais forte. Talvez a gente precise enxergar um brilho de vida completamente diferente do que conseguimos enxergar na maioria das pessoas em uma pessoa específica. E tudo acontece.

Então eu concordei. Acho que a Bá tá certa. Os defeitos serão mais aceitáveis ou menos aceitáveis dependendo do que sentimos por uma pessoa e o que ele nos faz sentir.

Acho que quando eu sentir, eu vou saber reconhecer, né? Mesmo que a sensação seja só de sentir e não de pensar...

O barato de Sampa disse...

Oi,Al..olha que engraçado: qdo li o seu post depois da primeira frase "Gostei do tópico!", eu ia escrever justamente sobre isso que a sua amiga falou mas,pensei bem e resolvi deixar quieto e, o que eu ia escrever era que por mais que gostamos de um jeito,não queremos outro qdo nos apaixonamos essas coisas vão por água a baixo e te falo por experiência própria.É...não existe razão para as coisas do coração.