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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Hoje eu só queria...

... um afago. Mas do jeito que a minha arrogância (vide post anterior) anda em alta, nada de afagos, né? Só umas chibatadas mesmo. Eu só queria que as pessoas acordassem para a vida, parassem de se fazer de vítimas e realizassem mais. O mundo seria melhor. Mas é só o meu ponto de vista, não que signifique alguma coisa.

Estou cansada. E, para o cansaço, férias em dezembro.

Quero praia em novembro (no fim das contas, nem consegui ir para lá esse mês).

Quero paz, quero tempo.

Quero colo.

Quero dormir.

6 comentários:

Ana disse...

To mandando colo telepatico! Chegou aí?
rs,bjos

aline naomi disse...

HAHAHA, ah, você é mesmo um doce! =) Adoro você.
Chegou sim, o colo telepático. Agora só faltam os afagos *folgada*

Beijo!

Crisão disse...

Frase de monge da montanha: Good things come to those who wait...

Bá disse...

Linão, tudo bem? Comigo ta td bem. To chorando ainda, porque acabei de assistir ao "Casamento do meu malhor amigo" e sempre choro quando vejo esse filme.

Não, não acho contraditório não (respondendo a sua pergunta anterior). Você já assistiu a um documentário chamado "Pro dia nascer feliz"? É um documentário que trata da mais cruel realidade da educação no Brasil. Acompanha meninos e meninas que têm seu potencial disperdiçado nas periferias (não apenas das grandes cidades). Acho que há exceções e acho que o esforço é muito importante, mas isso é uma questão individual, muito individual.
Imagine você que vivemos em um país onde as crianças saem da quarta série como entraram na primeira... Num país com um número extraordinário de analfabetos funcionais. Foi por isso que decidi ser professora, porque nao quero apenas transmitir para o Estado algumas das responsabilidades individuais. Mas não posso negar que o Estado possui responsabilidades. Que milhares de escolas no Brasil não recebem verba acima de 2 mil reais, não possuem banheiro. As crianças deixam de estudar ou porque não conseguem chegar a escola pela distância ou porque precisam trabalhar simplesmente. Quando tratamos de pessoas que têm a oportunidade de estudar em uma boa universidade, mas não aproveitam, estamos tratando de uma minoria assustadora. 60% das vagas da USP foram ocupadas por alunos de apenas 5 escolas de São Paulo (privadas). E isso não significa que os outro 40% foram ocupados por alunos de escolas públicas. É só uma questão de correr atrás? Isso não te soa assustador? Você não acha assustador pensar que os outros milhares de jovens de São Paulo não estão na faculdade apenas porque "não se esforçam"? E por que não se esforçam? Que tipo de consciência educacional é formada? É o que me pergunto... Sou pelo equilíbrio. A consciência individual é imporante, sim, mas não só ela...

Bá disse...

Acho que a gente pode partir de várias perspectivas, analisar de muitos modos, mas acho importante sair dos lugares-comuns. Existe desigualdade social e ela é um fato. Não podemos responsabilizar apenas o indivíduo que não se esforça, é isso o que eu quis dizer.
O problema da educação no Brasil não é só do aluno nem só do professor que não se esforça. E se o professor ou o aluno não se "esforçam" será que esse é o problema ou a consequência? É possível culpar o termômetro pela febre?
Não sei. Tô fazendo a minha parte, quero tentar baixar a febre.

Só queria deixar claro que nem foi uma "chibatada" nem nada. Achei que o comentário tbm fosse um espaço de discodância e quis expor meu ponto de vista. Talvez eu tenha me equivocado. Me senti meio mal ao entrar aqui e ler seu último post.
Então, me desculpe por qualquer coisa "Esquisita" que eu tenha escrito e que de alguma maneira tenha te chateado.

aline naomi disse...

Bá, hahaha... não creio que você chora nesse filme!

E, olha só, juro que quando falei sobre as "chibatadas" não foi direcionado para você. Na verdade, EU é que me senti mal, "elitista", arrogante e limitada e, portanto, merecedora de umas chibatadas. Talvez eu esteja desabafando no blog, sem considerar o "todo maior", por estar extremamente irritada com o tipo de gente que fica me ligando e me mandando currículo (pessoas que não têm formação na área e veem a tradução como um "bico" - até entrar na editora, isso nem me incomodava, mas talvez por eu ter que lidar com esse tipo de gente o tempo todo, estou ficando estressada - ou o tipo mais irritante do mundo: os que visivelmente tiveram, sim, oportunidades e não correram atrás e ficam chorando para eu passar trabalho, porque "são ótimos" (ahã)... eu tenho vontade de xingar. Em meio a esses, recebo também os currículos bons, mas as pessoas com esses currículos parecem estar sempre ocupadas...

Eu gosto quando as pessoas discordam de mim, porque é uma oportunidade de ponderar - consigo enxergar muito mais do que quando sempre concordam comigo. Na verdade, concordo com a maioria das coisas que você falou, agora que eu entendi melhor o que você está defendendo. Acho assustadoras muitas coisas na educação, sim. Por exemplo, quando eu corrigia provas e redações de alunos de colégios e unis particulares de São José, me dava muita angústia, porque os alunos da sexta ou sétima série do colégio escreviam redações EM INGLÊS muito melhor do que alunos de unis particulares escreviam EM PORTUGUÊS. E ficava pensando: quando a bagagem cultural/acadêmica de uns vão se equiparar à bagagem de outros? Provavelmente nunca. Perturbador, não? Quanto mais dinheiro, mais oportunidades. Cruel assim.

Me incomoda, sim, e muito, essa situação, mas ainda não sei direito como ajudar. O que mais me atrai e em que eu acredito (só que falta colocar em prática) é dar aula de português e inglês e também trabalhar com alfabetização de adultos como professora voluntária (mesmo não me achando boa nisso, eu queria muito tentar). Com um pouco mais de conhecimento, as pessoas poderiam ir um pouco além e eu teria orgulho delas. Eu gosto da ideia de poder compartilhar conhecimento (até por que nem tenho condições de doar dinheiro e bens materiais), que é algo que as pessoas vão ter sempre com elas e que potencialmente faria a diferença na vida delas.

Bá, não se chateia comigo, não, hein?! Please.

Beeijo!