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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Do começo ao fim


O Dan me falou do filme "Do começo ao fim" na terça, fucei e encontrei a página oficial do filme. Amei.

A foto que ilustra o post, eu tirei daqui. Vale a pena ler o post do David, dono do blog, aliás.

É a história de dois irmãos por parte de mãe, com quem eles moram, que crescem juntos e acabam se apaixonando.

E é a Júlia Lemmertz (!) que interpreta a mãe dos garotos. Lembro sempre dela intepretando uma personagem de "Um copo de cólera", com o marido, Alexandre Borges, e também uma outra personagem de "Jogo Subterrâneo" (ela fazia o papel de uma cega, que o personagem principal às vezes encontrava nas estações de metrô de São Paulo). Gosto do trabalho dela. E os atores que representam os irmãos, principalmente na fase adulta, são lindos!! =)

Estou ansiosa para ver e também contente porque parece que o cinema nacional está produzindo filmes cada vez melhores. Claro que sempre vão existir as comédias e demais filmes para entretenimento, porque é isso que a maioria das pessoas quer e PAGA para ver, o que acaba criando uma "retroalimentação", mas fico mesmo feliz em saber que, paralelamente, existe essa busca do cinema como arte por parte de alguns diretores brasileiros. Eu sinto orgulho desses diretores, porque não deve ser fácil conseguir patrocínio e tal para algo que, todos sabem, provavelmente nunca vai lotar as salas de cinema, mas mesmo assim eles correm atrás.

***

Já faz um tempo estou pensando nessa questão do "mercado cultural". Livros e filmes não como expressões artísticas ou para conhecimento ou expansão intelectual, mas apenas entretenimento. Me incomoda o fato de a maioria das pessoas consumir coisas que não levam a lugar nenhum e apenas isso (não vejo problemas em mesclar todo tipo de filmes e leituras - acho que até seria o ideal, para não virar uma pessoa meio alienada como eu, totalmente desconhecedora da "cultura pop", ou o que quer que se entenda por isso, e agora eu me ferro porque precisava desse background por motivos profissionais -, mas consumir só entretenimento me incomoda) - será que um dia essa sensação passa? Fico viajando, achando que isso não vai ter fim e não adianta eu me incomodar. As pessoas QUEREM ver comédias (filmes e peças), "porque a vida já é triste, então precisamos ir ao cinema ou ao teatro para rir, né?", as pessoas COMPRAM livros de autoajuda, literatura fast food e similares, e aí? O que elas aprendem com isso? O que esses filmes, peças e livros contribuem para elas intelectualmente falando? Eu ainda tenho um pouco de dificuldade para aceitar filmes e livros (e artes em geral) como meros produtos de consumo. Será que a tendência é termos filmes e livros cada vez mais rasos porque é esse tipo de coisa que as pessoas em geral pagam para ver e ler, então é isso que vai ser produzido em uma escala cada vez maior, cada vez maior... até que um dia... é assustador pensar que um dia talvez as pessoas, praticamente todas, busquem apenas entretenimento tanto nos cinemas quanto nos livros.
Ai, preciso mesmo de férias. Eu não quero mais pensar.

5 comentários:

Crisão disse...

HAHAHAHAHAHAH!!! ME DIVERTINDO À BESSSSSSSSA (eu sei que é com Ç) com seu post.

Será isso os primeiros ecos de sua crise dos 29???? Acho que sim.

Dear, pense apenas o seguinte: antes ler algo do que não ler nada. Quando eu era adolescente, eu li TODOS os livros do Sidney Sheldon e vários da Danielle Steel. Hoje em dia ngm dá bola pra eles (ainda bem!). Eles são bregas, mas todo mundo lia. Contribui sim.

Cadê seu lado otimista? Não tô te reconhecendo!!!

Somos uma população em massa exagerada distribuída ao longo do planeta. Por isso existem supermercados Dia e Quitandas. Por isso existe pagode e por isso existe ópera. Por isso existe hollywood e por isso existem as produções independentes. São todos polos do mesmo ponto, que apenas andam de um extremo a outro. Mas a base é a mesma, sempre será.

Por isso, sempre vale. Mesmo que seja difícil de acreditar.

aline naomi disse...

Se divirta mesmo à beSSa às minhas custas, Cris, eu deixo!! hahaha... Mas é isso, pronto, falei sobre o que me angustiava e agora me sinto menos mal.

Concordo com "São todos polos do mesmo ponto, que apenas andam de um extremo a outro", mas não entendi "Mas a base é a mesma, sempre será" - o que quis dizer com isso? Qual seria essa base igual?

Para mim, a base da "cultura pop" = fazer o máximo de dinheiro a curto prazo, trabalhando com um marketing agressivo, fazer lavagem cerebral se necessário, para que todos achem geniais coisas do tipo "Crepúsculo"
Base da arte = usar um meio físico para materializar coisas não palpáveis que ajudem as pessoas a se expandirem/a expandirem o intelecto e/ou o espírito através de suas próprias conclusões

HAHAHAHA. Chega. Parei de pensar. E que venha essa porra de crise dos 29. Ano que vem, me jogo nos 30 - acho que vou fazer igual a Crisinha, saltar de paraquedas, talvez uma metáfora para: "Estou ligando o foda-se, me jogo mesmo".

dan disse...

bem, concordo com a cris... cresci na época que a tv fazia a lavagem, q bom q agora tem livros... acho q essa fase de livros pops mto válidas... até mesmo que antes de harry potter ng lia nada... hoje vejo no metro muitaaas pessoas lendo, metade delas a saga crepúsculo, mas estão lendo... ai termina o livro, elas descobrem que gostam de ler, e talvez procurem por algo de qualidade intelectual melhor e, no mínimo, elas vão melhorar no português, não acha?

dan disse...

aaah, loukissimoo pra assistir esse filme... e acho q vai ser surpreendente o sucesso....

aline naomi disse...

Ok, pessoal! Estou convencida. Realmente, a cultura pop não é tão ruim (embora sempre vá me incomodar um pouco, acho). Gostei da ideia de que as pessoas podem começar a se interessar pela leitura lendo coisas da moda e depois buscar seus próprios caminhos como leitores.

Valeu por apaziguarem o meu espírito.