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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Entendendo os paulistanos

Ontem fui para o congresso um pouco mais tarde, umas 7h30, porque já sabia como chegar, mas foi bobagem minha porque peguei o metrô mais lotado que segunda. Eu sempre pego a linha azul (norte-sul) para ir para qualquer lugar, porque a estação Tucuruvi, perto de onde moro, é a última/primeira da zona norte. Ontem, precisei pegar também a linha verde, que abrange boa parte da Av. Paulista e os bairros daquela região. Me deu um pouco de pânico quando vi o tanto de gente que tinha para pegar o trem no sentido Vila Madalena (ou "Vila Madá", como diria o Vitor), porque eu precisava saltar na estação Trianon-MASP. Passaram três trens e não consegui embarcar, porque eles já chegavam lotados e poucas pessoas da fila/amontoado enorme de gente em que eu estava conseguiam entrar. Passou o quarto trem, aí, como me empurraram, entrei. Nesse momento achei os paulistanos os mais selvagens do planeta. Ligam o foda-se mesmo. Empurram mesmo. Se o pé de alguém ficar preso no vão entre o trem e a plataforma, o problema é da pessoa, obviamente. Dentro do trem, eu não conseguia respirar direito, a minha caixa torácica não tinha espaço para se expandir quando eu inspirava (sério!) - eu nunca tinha vivido uma situação dessas na vida. Daí entendi por que a maioria dos paulistanos é estressada e mal humorada. Para ir ao trabalho, todo dia é essa saga. Para voltar, de novo uma odisseia. E se não é isso, é o trânsito infernal, gás cabônico, buzinas, fechadas. Não tem como os paulistanos não serem estressados e mal humorados. Tem gente que não deve ter ideia do que é "qualidade de vida". Para mim, ficou a lição: nunca depender de meios de transporte para ir/voltar do trabalho. Se eu mudar de trabalho para um lugar que não dê para ir a pé, vou ter que procurar outro lugar para morar, que dê para ir a pé. Depois de ontem, isso para mim é indiscutível. Eu tenho noção de que viver em São Paulo por si só já é uma insanidade, mas, dentro do possível preciso escolher o menor pior.

De bom, porque nem tudo é caos por aqui, na hora do almoço, vi e ouvi uma banda de jazz tocando no vão do MASP. Mágicas e sensações que só São Paulo proporciona =). Depois da apresentação maravilhosa, imagino que os paulistanos puderam voltar ao trabalho menos estressados.

4 comentários:

dan disse...

meoo, vc já ajudou :) (ou a ana, rS)

to melhor querida...

a crise passou e eu decidi o q fazer.. ^^

depois te conto..

bjinhuuusss


(editora fulera mermoooo, q eh?? kkkkkk)

dan disse...

depois venho e comento o blog, prometo, rsss

Crisão disse...

Olha, só queria dizer algo: vc é sortuda por conseguir mudar para perto de seu trabalho. E isso não é para justificar o comodismo dos outros (como eu, por exemplo) que não se mudam.

Não sei se comentei com vc, mas se vc achou caótico o metrô, imagine pegar o trem CPTM no horário de pico. E imagine que as pessoas são tão -- quando mais! -- mal-educadas.

Por isso digo que os cariocas são mais felizes. Eles têm estresse e estão sobre a ponte Rio-Niterói. Eles estão num metrô ou trem lotados e têm ar-condicionado.

E a violência? Ela é gratuita. Somos selvagens e bárbaros vestidos em pele de ser humano.

aline naomi disse...

Dannnnn,

depois me conta, sim, seus planos. Vou adorar saber! ;)

***

Cris,

depois de terça, entendi todo mundo que diz querer morar no interior. Aí eu pensava que as pessoas não tinham ideia de como é TEDIOSO morar no interior, mas, ainda assim, acho que é melhor do que o dia a dia que a maioria leva aqui. Não consigo me imaginar todo dia tendo que pegar metrô lotado e as pessoas me empurrando para dentro do trem, como se fosse a coisa mais normal do mundo (para mim isso não vai ser normal nunca!). Lembrei do título de um livro... "Eles eram muitos cavalos".