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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fragmentos do congresso sobre direitos autorais

- Pra variar, fui para o lado errado, andei mais ou menos uma hora, até descobrir que tinha ido para o lado errado da av. 9 de julho... voltei um trecho, mas como estava ficando muito atrasada, peguei um táxi (fiquei inconformada comigo... se eu tivesse ido para o lado certo, teria andado, no máximo, 10 minutos - mas o bom é que queimei as calorias dos cakes-esbórnia de ontem)... é, ser desorientada é foda!

- Como sou uma pessoa de muita sorte, quando cheguei no lugar do evento, estava tudo atrasado e a coisa só começou depois de uns cinco ou dez minutos (mais de uma hora de atraso!!, porque o ministro da Cultura não tinha chegado - e quando chegou, deu um esporro de leve na organização: "Meu voo chegou às 9h10, sendo que a minha fala estava programada para 9h30... com certeza quem marcou isso não tem ideia de como é o trânsito em São Paulo e não sabe a distância entre o aeroporto e este local... e mesmo não sendo culpa minha, peço desculpas pelo atraso" - UUUUUUI!) .

- Adorei o que foi discutido, abriu a minha mente para várias questões legais envolvendo direitos autorais; só advogados feras debatendo e respondendo perguntas da plateia (a maioria devia ser de advogados ou estudantes de direito).

- O congresso estava sendo transmitido ao vivo pelo site.

- Havia um coffee break farto, uma mesa enorme com várias coisinhas boas de comer e sucos...

- Almocei na Xodó Paulista, lembrei da Letícia, que me apresentou o lugar, mandei uma mensagem do tipo "lembrei de você" =). Tinha salmão e sushizinhos, eu adorei.

- Me deu vontade de estudar Direito, mas teria que ser no Largo São Francisco (USP) - tinha uma professora de lá que eu achei show - enquanto todos os outros convidados só elogiaram a iniciativa do governo em abrir essas questões para o público (qualquer um podia se inscrever para participar do evento), ela criticou (e com razão): falou que não era possível avaliar tão bem algumas coisas, porque só tinha partes das leis que iam ser modificadas, sendo que o ideal é ter a lei "em sua inteireza" para que as mudanças sejam avaliadas como um todo, falou também que, apesar de o curso de Direito da USP ser a primeira a oferecer a matéria de direito autoral e ela ser a representante dessa área, não foi convidada a participar das discussões prévias sobre essas mudanças na lei (pelo que eu entendi, foi isso) - eu concordo... como o governo pretende mudar as coisas e deixam de fora alguém tão representativo da área (é "só" a melhor faculdade de Direito do país, né? para que consultar a representante-mor da área? - ou talvez ela não tenha sido convidada por alguma razão... às vezes nem tudo é o que parece...).

- Teve um senhor português, que parecia entender MUITO, que comentou um negócio legal sobre domínio público; que talvez essa questão de, no Brasil, as obras caírem em DP só depois de setenta anos a partir da morte do autor poderia ser revista, porque os filhos e netos usufruem de algo que talvez seja do interesse de todos (caso as obras tiverem um valor inquestionável para a humanidade) - às vezes as obras estão esgotadas e os herdeiros querem cobrar uma fortuna pelos direitos para que alguma editora possa publicá-las novamente. E aí? Se vira no xerox, né?

- Muito, muito legal. Quero fazer pós nisso, eu tenho certeza. Será que teria como fazer mestrado em direitos autorais, mesmo não sendo formada em Direito? Tá meio foda arranjar curso de especialização em direitos autorais em um lugar decente e mais foda ainda é pagar uma fortuna por isso (fortuna porque a qualidade certamente não é a que eu espero). Pensei em tentar mestrado na área em alguma uni que valesse a pena. Bom, vou pesquisar e ver o que é melhor. Por enquanto, o jeito é ser meio autodidata. Vou começar a ler uns livros para ver se eu me ajudo.

Amanhã tem mais! Oba!

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