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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Da inutilidade das coisas

Minha conexão de internet está uma merda esses dias e isso me fez ver o quanto sou dependente disso. Quero dizer, por motivos de trabalho, é desesperador ficar sem internet, mas, por outro lado, há coisas muito melhores do que ficar conectado, como ler ou escever ou ver um filme ou cozinhar ou dormir ou ver amigos.

Várias pessoas me falaram do Twitter ("quem?" - haha). Gente, eu já entrei em várias coisas (Orkut, Facebook, LinkedIn, Leskut, Proz, e nem lembro mais o quê) porque amigos me convidaram e raramente acesso essas coisas, então, Twitter pra quê? Sendo que às vezes me dá vontade de jogar os celulares (tenho 2, porque, pra minha mãe saber de mim, ela liga no 12, que fica mais barato) embaixo do primeiro carro que passar! Definitivamente, não preciso de Twitter.

Já cortei a TV faz tempo e não morri por causa disso. [Ah, eu tenho uma camiseta da Emily the Strange que diz: "Kill your TV before it kills you" - "Mate sua TV antes que ela te mate".] Os canais que eu gostaria de ver um dia ou outro não pegam aqui (não tenho antena e muito menos TV a cabo), então, não vejo TV. Ouço algumas notícias pelo rádio, leio a Folha Online e, às vezes, entro no site do New York Times e isso me basta. Sim, acho que isso me torna alienada, porque já não sei quem são os artistas em evidência e não tenho noção de que novelas estão passando na Globo, nem quem está no BBB10 e provavelmente nunca ouvi falar de 90% dos seriados americanos que todo mundo assiste e ama e essas coisas que toda pessoa normal deve conhecer. Mas, sinceramente, estou bem sem saber.

Voltando ao Orkut, Facebook e tralalá, hoje a Bianca veio me falar sobre a "Generation Me" ou "GenMe", por causa de uma revisão de um livro que ela está fazendo. A "Generation Me", segundo a autora Jean Twenge - veja o site dela aqui -, seria composta por pessoas nascidas a partir da década de 1970, que privilegia o "eu" em vez do "nós". Li algumas outras coisas, por cima, em sites, e parece que as pessoas estão se tornando cada vez mais individualistas e egocêntricas. Bom, e, de uma forma ou de outra, as "redes sociais" (coisas tipo Orkut) talvez seriam um dos reflexos disso. Para que as pessoas entram em redes sociais? Talvez para dizer/afirmar/autoafirmar, direta ou indiretamente: "estou aqui, olha como sou bonito(a), inteligente, interessante e vocês têm que me amar, têm que me amar! [como diria o Baby, da 'Família Dinossauro']". Um dia deixaremos de ser assim tão fúteis?

Obs: eu sei, esse blog também é uma forma de extravasar um certo nível de egocentrismo (sou da GenMe!). Mas quando achar que a blogterapia já foi suficiente e só o diário em papel me bastar, deleto tudo. Bum.

2 comentários:

Adriana Amaral disse...

Vou ter que discordar eu amooo o Twitter e tem sido minha principal fonte de informações sobre o mundo. Nem tudo tem que ser altamente relevante. Merecemos uma dose de besteiras, mas além disso tenho feito muito networking por lá tb e me mantido muito mais perto de amigos q tao longe e com quem eu nao poderia passar o dia pendurada no fone hhhaaa (ate pq odeio fone)

aline naomi disse...

Ahhhh, eu também odeio telefone, mas ainda não tenho coragem de entrar no Twitter... um dia, quem sabe?