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sexta-feira, 19 de março de 2010

De volta ao japonês!

Hoje, depois do trabalho, fui fazer minha matrícula no curso de japonês. EEE!

Eu pretendia voltar a estudar no mês que vem, mas, não sei por quê, resolvi fuçar isso ontem, pesquisar onde tinha unidades do Kumon que ofereciam o curso de japonês, e descobri que a rede estava com uma promoção de matrícula grátis até amanhã. Aí telefonei para duas unidades e descobri uma que fica a 10 minutos a pé da editora onde trabalho (fica na rua de cima)! Em São Paulo isso é um achado muito precioso, porque se deslocar por transporte público por aqui, em geral, é estressante e perde-se muito tempo.

O Kumon oferece: matemática, inglês, português e japonês. Eu já tinha estudado matemática por uns dois anos quando estava no colegial, meu sonho era concluir, seria uma vitória pessoal, mas acabei interrompendo quando passei no Vestibular e fui para Rio Preto. Depois, em 2007 (ou 2008?), estudei japonês por esse método lá em São José, mas acabei deixando porque a rotina estava estafante: trabalho em tempo integral + odonto à noite, mas sempre quis voltar.

Estou contente porque esse era um dos itens mais importantes da minha lista de prioridades a curto prazo. Preciso dominar o japonês em 5 anos de qualquer jeito (acho que precisaria de 7 anos, mas... eu vou conseguir em 5! :), porque a idade máxima para solicitar bolsa de estudo para o governo japonês gira em torno de 34-35 anos. Se tudo der certo, aos 34, vou estudar literatura japonesa no Japão, com tudo pago. E depois tentar mestrado em tradução de literatura japonesa na UFRGS - minha desculpa para morar em Porto Alegre =D, mas, falando sério, bizarramente, li em fóruns de estudantes de língua/literatura japonesa que o melhor lugar para se estudar TRADUÇÃO de literatura japonesa é na UFGRS (como, né? eu também me pergunto!, porque nas vezes em que fui para lá, não vi nenhum japonês e algumas pessoas ficavam me olhando na rua - haha!); pelo que li, a USP foca muito a estrutura da língua japonesa, mas preciso de algo mais voltado para a tradução mesmo (que englobe reflexões culturais, possibilidades de adaptação do texto (?), níveis de linguagem, fidelidade semântica, etc.), porque quero trabalhar com isso a médio-longo prazo e tentar mostrar para as pessoas que a cultura japonesa é mais que animê, mangá, sushi, temaki, sakê. Ainda não sei como reagir quando as pessoas me falam: "Você é descendente de japoneses?! Ah, eu adoro sushi/animê/mangá" (???). Quando conhecer algum(a) descendente de árabes, vou falar: "Você é descendente de árabes?! Adoro esfiha!!", só para observar a reação da pessoa e fazer igual quando alguém fizer um comentário desses para mim. =P

A princípio, eu estava procurando aulas do Kumon aos sábados de manhã, daí já ia direto para a aula de tcheco à tarde (entrei na turma das 14h às 15h30), mas a Bianca: "melhor não, porque aí vai começar a falar tcheco na aula de japonês e japonês na aula de tcheco...". Haha! Mas agora vou para o Kumon às terças e sextas, depois do trabalho. E tudo acabou dando mais certo do que eu imaginava: curso perto, não vou precisar pegar ônibus nem metrô e não vou pagar matrícula!

Quem quiser mais informações sobre o método Kumon, clique aqui.

Encontrei este relato de um aluno de japonês do Kumon. Muito do que ele escreveu é o que penso também.

Já trouxe uns bloquinhos para fazer em casa. E vou ficar mais estimulada para continuar assistindo "1 Litro de Lágrimas", que a Lu gravou para mim e me deu.

2 comentários:

Cristiano J. disse...

Porto Alegre: evite profundamente!

aline naomi disse...

Mas se tu não gostas, por que ainda tás aí? =)

Você é o primeiro gaúcho não bairrista que conheço na vida! Haha!

Se quiser transferir seu mestrado pra USP (a SUA desculpa para vir para São Paulo), seja bem-vindo. Deixo você ficar um tempo em casa.

Ah, se eu for morar em Porto Alegre, vai ser especificamente para fazer o mestrado - terei data mais ou menos certa para voltar para SP ou, talvez, morar em Manaus. Fato é: não quero viver a minha vida toda em SP e ter minha visão de Brasil limitada a isso.