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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Se eu pudesse voltar no tempo...

... teria prestado Vestibular para editoração na ECA/USP no fim do meu último ano de tradução na Unesp e não jornalismo (é, um dia já quis muito estudar jornalismo na ECA ou na UFRGS, para depois ser repórter da revista Os Caminhos da Terra, que cresci lendo e hoje já nem existe mais, ou da National Geographic - viajar a trabalho, viver experiências incríveis em vários cantos do mundo, imersão cultural no diferente, escrever, tirar fotos, ter matérias publicadas e ainda ganhar para isso: o trabalho dos meus sonhos!, e depois ainda aplicar toda essa experiência profissional e de vida de modo criativo nas traduções).

Se eu soubesse do meu presente profissional, o curso de editoração e depois (ou concomitantemente a) pós em direitos autorais na FGV teriam sido escolhas perfeitas. E eu não deveria ter parado de estudar japonês e alemão. Aí talvez eu seria disputada a tapas pelas editoras. Poderia até escolher. E escolheria trabalhar na que tivesse uma linha de publicação mais perto do que eu gosto de ler (aí eu diria: "e ainda ganho para trabalhar com isso!!" :). Mas que pena que não tinha/tenho bola de cristal.

Hoje tive de ajudar um colega da diagramação e fiquei pensando que se eu tivesse passado pelo curso de editoração as escolhas viriam muito mais fáceis e criativas e o resultado final provavelmente ficaria bem melhor. Meu senso estético estaria bem mais apurado. E eu também teria muito mais segurança e argumentos bem fundamentados para tomar alguns tipos de decisão (assim como tenho uma relativa segurança ao argumentar sobre escolhas tradutórias com os tradutores freela lá da editora).

Hoje eu quis muito que o Dan estivesse lá. Ele teria resolvido a questão do melhor jeito só de olhar para a tela.

A editora onde trabalho é ótima pela liberdade que dá e pela oportunidade gigante de aprendizado (ou autoaprendizado), mas às vezes me bate uma insegurança, pois opino em assuntos que não domino (tenho consciência de que não domino e nunca escrevi no currículo que dominava).

Em meio a esses pensamentos sobre escolhas e aprimoramento, gostaria de contar que há alguns dias chegou um e-mail de uma editora de Curitiba, perguntando se eu estaria interessada em fazer um teste de tradução. Nem lembrava de ter mandado currículo para lá - na verdade, nem sei se mandei ou se me acharam por aí. É uma editora que publica títulos legais e que paga relativamente bem pela lauda. Vamos ver o que rola. Topei fazer o teste. Também recebi uns e-mails de algumas agências de tradução há algumas semanas. Incrível como depois de um tempo as oportunidades de trabalho começam a surgir, aparentemente do nada, quando, há alguns anos eu é que corria desesperadamente atrás de oportunidades como essas. Mandei currículo para uma outra editora daqui e a coordenadora de projetos respondeu dizendo que tinha gostado do meu currículo e entraria em contato quando tivesse algum livro para eu traduzir. Não tem como não me achar uma pessoa de sorte.

Hoje me sinto: muito agradecida por tudo de bom que me acontece :)

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