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sábado, 1 de maio de 2010

Dia do Trabalho, trabalhando

Vim para São José hoje, porque é feriado e não teve aula de tcheco (liguei lá para saber se ia ter aula, depois que minha mãe me ligou, comentando que era feriado e perguntando se eu teria aula - se ela não tivesse ligado, eu teria ido lá à toa!).

Estou com umas roupas na máquina de lavar, enquanto reviso um livro sobre budismo (estou adorando e o tradutor é supercompetente).

Ontem ainda fui para a Madras, levar exame demissional e carteira de trabalho e tentar colocar as coisas em ordem o máximo possível.

E ontem, talvez por ter ligado o "foda-se" em certo sentido, quando um tradutor que fez um trabalho lamentável me ligou - odeio essas pessoas que ficam ligando para falar NADA, mas, já que ele ligou, soltei essa: "... a sua tradução estava muito ruim, desculpa a sinceridade!!! Tive que levar para casa, passar final de semana e madrugada revisando!!!". E era verdade mesmo. Perdi muito tempo da minha vida nisso. E de graça. Por respeito a quem vai comprar o livro. Falei e me senti muito bem; agora ele tem plena noção da incompetência dele como tradutor e tem duas opções: ou se aprimora, vai estudar, ou desiste de vez. Para não parecer arrogância nem prepotência: encontrei vírgulas entre sujeito e predicado no meio da tradução e palavras em inglês, que ele provavelmente não tinha noção do que era e deve ter pensado: "ah, os revisores resolvem depois", além de partes inventadas (juro!), que não tinham nada a ver com o original. Não tenho condições mentais para trabalhar com pessoas assim. Eu que estou procurando me aprimorar o máximo possível para não ser só mais-uma-que-faz-as-coisas-de-qualquer-jeito (porque disso o mundo está cheio, não precisa de mais uma). Quero ser muito boa em tudo que me propuser a fazer e sei que ser muito boa em algo requer tempo, dinheiro, preparo, abdicação, paciência, dedicação e compromisso - não é mágica, não acontece de uma hora para outra -, só que nem todos estão dispostos a se submeter a tudo isso, porque é bem mais fácil dizer: "sou bom e blablablá" e tentar fazer com que as pessoas acreditem nisso. Talvez até funcione. Mas só por um tempo.

No outro extremo, ligou uma tradutora que me surpreendeu positivamente. Elogiei horrores e quero levá-la para a outra editora. O mundo da tradução ainda tem jeito!

*respirando*

Pronto, falei.

2 comentários:

.:*Mandy*:. disse...

Sério que esse FDP inventou trechos???????????????

Assim como vocês dependem de mim (falando pela minha classe de engenheiros) para que não MORRAM devido a um colapso na estrutura da casa, nós dependemos de vocês, tradutores, para acessar informações importantes sem a barreira da linguagem a nos impedir.

Shame, shame, shame...

aline naomi disse...

É sério, Mandy...

De repente começo a ler um trecho da tradução, comparando com o original e me pergunto: "de onde ele tirou isso???".

Sendo Pollyanna: bom para aprender o que NUNCA ser e fazer enquanto tradutora.

E depois as pessoas reclamam que "não há oportunidades", "não tem emprego". Na verdade, há trabalho e oportunidades, sim, mas aí, na primeira oportunidade, as pessoas pegam e fazem isso. Lamentável.