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terça-feira, 11 de maio de 2010

E-mail de um amigo

Aconteceram uns desentendimentos em um dos meus posts mais ou menos recentes. Eu nem ia e nem queria mais pensar/tocar no assunto, mas hoje o giu me escreve e eu finalmente entendo. Eu amo o giu, porque tenho a impressão de que às vezes ele me salva de mim mesma. Amo a sensibilidade que ele tem e que eu queria para mim, para que eu me tornasse mais... humana.

Não sei se eu poderia reproduzir algo que foi escrito tão pra mim, mas gostei tanto! [giu, se se sentir exposto demais, me avisa, eu apago esse post.]

[...]
Bom, independente das suas escolhas no amor ou no trabalho, sim, assim como eu, eu te acho sim egoísta, ná! Mas não tem a ver com o que você falou sobre "ser egoísta com alguém", não se trata disso... acho que qdo se é egoísta se é egoísta e fim, não precisa ser "com alguém", é uma questão de semântica talvez... talvez você seja egoísta no sentido de se colocar no centro de suas próprias preocupações, especialmente no que se refere a "se machucar" ou a "se pertencer"etc... putz! eu meio que me esforcei pra te esquecer porque é horrível, ná, horrível imaginar que você pode levar essa idéia de "se pertencer" ao extremo, pq qdo se gosta de alguém, a gente não suporta ver a outra se machucando, por mais que você venha falar em "direitos" sobre seu ser...
Talvez você faça parte de uma nova evolução dos relacionamentos humanos, onde cada um é cada um... mas saiba que, pelo menos no presente século, esse seu comportamento afasta um pouco a possibilidade de encontrar alguém que queira compartilhar a vida contigo...carai... tu não imagina nem um pouco o que as pessoas ao seu redor vão sentir quando você decide se machucar?! sim, acredito que às vezes é preciso passar por situações difíceis sozinho para crescermos e melhorarmos e muitas vezes pessoas se prendem umas às outras e impedem esse crescimento em nome de um "amor" que só aprisiona e restringe... mas, sério, Às vezes você me deixava umas perguntas com seu comportamento... "será que ela tem noção do qto me alegra qdo faz isso ou tal e tal coisa?" ou "será que ela sabe o qto é legal ouvir ela dizer isso ou aquilo?" bom, você andou namorando... imagino que saiba mais do que eu sobre reciprocidade de afeto... enfim, acho que é o que você falou, sobre você não "ter vocação" para ser namorada :-) às vezes me parece que te falta de-se-jo! ou seu desejo é todo cheios de "se"... você se parece com a Mona (do Cony).
[...]

"Mona (do Cony)" = Mona, personagem de "A Casa do Poeta Trágico", do Carlos Heitor Cony, um dos meus livros preferidos e que me motiva desesperadamente a conhecer Pompeia, na Itália, pessoalmente.
(giu, eu não lembrava do nome da personagem, embora tenha a história de cor, por ter lido e relido esse livro... agora eu sei do que você está falando haha :)

Sobre desejo... bom... isso raramente me acontece e, quando acontece, é por quem eu não queria/deveria sentir isso. Já senti culpa, já senti mal-estar, já me perguntei "por quê?", já deu vontade de fugir, já deu vontade de ficar. Ainda não sei lidar muito bem com essas coisas que fogem totalmente do meu controle... e me apavoram...

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