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terça-feira, 1 de junho de 2010

At work...

... as coisas estão melhorando ou pelo menos estou com essa sensação. Já não me desespero e não tenho sentido vontade de debruçar na mesa e chorar.

Já me conscientizei de que há coisas pelas quais preciso passar para me tornar uma profissional mais completa. Sabe-se lá o que o futuro me reserva. Meu lado adulto disse para o meu lado criança segurar a onda e parar de chorar.

Hoje em dia já não sei se o curso de editoração valeria a pena. Seria ótimo para ter uma visão mais abrangente da área, mas, definitivamente, não quero ser 100% da produção editorial. Quero entender, quero ser boa no que faço, mas... não sei se é o caminho. Minha intenção é, a médio prazo, voltar a ser 100% do editorial. Então eu já não sei o que fazer. Vou conversar com o pessoal de editoração da ECA lá na comunidade do Orkut (eu entrei lá para socializar, quando estava prestando Vestibular para entrar no curso, em 2008). A minha pergunta é: O quanto um curso desses me acrescentaria, sendo que não pretendo "tocar a produção"? Gosto mais de texto, palavras, ideias... a longo prazo, quero trabalhar com literatura internacional. Amém :)

Pensei em fazer alguma pós em editoração - mas produção editorial é tão "prático", nem sei se teria tantas reflexões a fazer a respeito disso (como em tradução, por exemplo)...

Em uma dessas conversas sérias entre pais e filhos, meu pai disse que de agora em diante eu não poderia mais "errar", profissionalmente falando. Que eu precisava fixar um objetivo e ir atrás dele. Ele disse que aos 40 eu precisaria estar na minha plenitude profissional e não mais me preocupando com dinheiro (eu teria de estar usufruindo de todo esforço que fiz para atingir a tal plenitude). Isso me deixa ansiosa, mas ele tem razão ou, no mínimo, não deixa de ter. Já não tenho todo o tempo do mundo para experimentar. Por outro lado, a Ana um dia disse que tudo era meio "maleável", sempre há voltas, sempre é possível fazer diferente, que não existia caminho sem volta, nenhuma decisão é imutável. Meu lado libertário adora a visão da Ana. Meu lado racional tende a ouvir meu pai.

3 comentários:

Ana disse...

Ahaha! To precisando e querendo ouvir seu pai tbm! É... To mudando também. ;)
beijos

aline naomi disse...

Hahaha... meu pai é muito lógico, né? E acho que por isso sou meio assim também. Mas, sei lá, pra mim a vida não é/não deveria ser tão lógica. Gosto de pensar que temos possibilidades e várias formas de viver...
Beijos e vem logo porque tenho saudade!!

Anônimo disse...

Naomix,
Ler você faz com que eu me lembre tanto de mim! Tantas coisas que eu pensei, tantas coisas que eu senti, tantas coisas que eu vivi e ainda vivem dentro de mim algum lugar. Eu adoro suas pérolas de sabedoria extraídas das letras das músicas da Lady Gaga, de verdade, para mim você consegue resumir what pop culture is about. Saudades gigantescas. Beijo grande.