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segunda-feira, 28 de junho de 2010

De quando eu quase morri incendiada sem saber


Ontem, depois do post "mulherzinha", eu estava trabalhando, quando comecei a sentir um cheiro de queimado. Ah, normal, às vezes umas pessoas deixam queimar comida no prédio, pensei, e continuei trabalhando. Daí acabou a luz (percebi porque o computador desligou sozinho). E logo depois disso, comecei a ouvir gente desesperada, falando alto e algumas meio que gritando, ouvi a palavra "bombeiro" algumas vezes. Che cazzo...?


Pelo que peguei das conversas de corredor, uma senhora, vizinha de andar, estava dormindo porque tinha tomado uns remédios quando o apartamento dela começou a pegar fogo. É, tipo, FOGO, sabe? Incêndio. Aí todo mundo ficou sem energia elétrica ontem à tarde/noite, porque a fiação tinha molhado, o chão do corredor ficou todo molhado. Hoje de manhã ainda dava para sentir o cheiro de queimado.


Fiquei pensando se isso acontece de madrugada. Eu muito provavelmente nunca acordaria com o cheiro da fumaça (aliás, acho que não acordaria nem se o prédio estivesse desmoronando), porque meu sono tem sido pesadíssimo esses dias.

O ruim de morar em prédio é isso. Não tem como se responsabilizar pelo que as outras pessoas fazem ou deixam de fazer... mas ok, o bom é que ninguém se machucou, foi só um susto.

As fotos do post são do Reynold Reynolds. Ele estava com um vídeo chamado Burn, na mostra Tempestades, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, no fim do ano passado. Foi o vídeo mais legal que vi lá. O fogo ia consumindo tudo e as pessoas ficavam indiferentes. Um cara jogava gasolina na cama onde uma mulher (esposa?) dormia, ateava fogo, e ela continuava dormindo. O cara que lia o jornal ia apagando os princípios de fogo com o próprio jornal e continuava a ler...

Obs: estou postando a essa hora, porque... adivinhem? Hoje tem jogo de futebol do Brasil de novo e fomos dispensados às 13h30. E a luz já voltou! :)

2 comentários:

.:*Mandy*:. disse...

Belíssimas fotos do Reynold Reynolds (adorei o nome do cara, haha)!
Uma bela metáfora de como o cotidiano nos entorpece, tornando-nos indiferentes ao que acontece fora do nosso umbigo.
Beijos =*

aline naomi disse...

Mandy, você ia amar o vídeo!! Tentei achar no Youtube, mas não consegui. Se bem se o cara expõe em Mostras ao redor do mundo, acho que não ia mesmo disponibilizar no Youtube...

Beeijo!