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quinta-feira, 17 de junho de 2010

De trabalho, amor e sonhos

Hoje completei 45 dias lá na editora e (eu não sabia), durante esse tempo, fui avaliada (eles dividem o período de experiência em 45 dias + 45 dias - se a pessoa não servir, já é dispensada nessa primeira fase, acho). Daqui a 45 dias, saberei se serei efetivada ou não. A moça do RH me chamou na sala dela para falar que a avaliação geral era boa, que eu me mostrava empenhada, flexível (ahã, sou bastante flex, apesar da vontade de chorar que me dava no começo :), que eu tinha me encaixado no perfil da empresa (espero que tenha sido um elogio...) e que interagi muito bem com o pessoal - yes, na primeira semana já me fizeram sentir em casa, gosto das pessoas com quem trabalho. E (que chato!) ela também disse que eu não poderia sair mais cedo para fazer aula de japonês, mesmo se eu repusesse esse tempo (meia hora por semana) de alguma forma depois, porque... bom, porque "o japonês não é algo que vá contribuir para a empresa e, além disso, se abríssemos exceção para você, todo mundo também ia pedir". Me chateei um pouco porque não achei meu pedido absurdo nem nada e agora estou meio perdida, queria continuar o curso pelo Kumon, só que, pelo que pesquisei, não tem unidade que tenha aula sábado... deve ser mais um teste para eu provar o quanto realmente quero estudar japonês. Eu REALMENTE quero, então vou ter que dar um jeito. Será que depois de um tempo, com uma bagagem maior de língua japonesa, consigo trabalhar na Estação Liberdade? Os livros deles são bons, as capas são de extremo bom gosto, imagino que as pessoas lá teriam muito a me acrescentar... *sonhando* Ok, mas por ora preciso resolver esse negócio das aulas de japonês para depois conseguir trabalhar num lugar desses. Porque ainda sonho em trabalhar com um editor do naipe do prof. Jaime Pinsky, da editora Contexto (fico feliz por alguém que conheço ter tido/estar tendo essa oportunidade - descobri que não é todo dia que a gente encontra editores como ele: culto, inteligente, com uma bagagem de conhecimento enorme e experiências editoriais e profissionais diversas e, como não podia ser diferente, edita livros muito bons).

***
Acho que S. nem lembra mais de mim. Talvez esteja saindo com outra pessoa. Talvez tenha se cansado de esperar meu convite para o cinema que nunca chega. Minha vida profissional ainda vai destruir as outras áreas da minha vida e, por alguma razão, isso não me assusta e nem me preocupa, embora talvez devesse?

"Some women choose to follow men, and some women choose to follow their dreams. If you're wondering which way to go, remember that your career will never wake up and tell you that it doesn't love you anymore. "
— Lady Gaga

["Algumas mulheres escolhem ir atrás de homens, enquanto outras escolhem ir atrás de seus sonhos. Se você está pensando em que caminho seguir, lembre que sua carreira nunca vai acordar e dizer que não te ama mais." - Lady Gaga]

Fato. Mas dependendo da intensidade do amor (ainda que restrito a um tempo-espaço), acho que vale a pena abrir mão da busca constante por aprimoramento profissional/do tempo com trabalho. No meu caso, a pessoa tem que valer muito a pena. Do contrário, sei que vou ter a sensação de estar perdendo tempo.

Ainda quero conhecer uma mulher que seja bem sucedida na profissão e também no amor (por "bem sucedida no amor" entenda a mulher que está exatamente com quem queria estar, superapaixonada, e não com qualquer pessoa só para não se sentir sozinha), então vou perguntar qual o segredo. Por enquanto, quando me pergunto se tivesse de escolher entre o amor da minha vida e o trabalho dos meus sonhos, se fosse impossível conciliar os dois, eu provavelmente ficaria com o segundo.

6 comentários:

Vênus disse...

Acho que tudo na vida é uma questão de aprendizado. É uma questão de entender como o negócio funciona e colocar isso em prática. Nenhum amor é perfeito e nenhum trabalho também. Acredito que o dia que vc conseguir encontrar o amor de sua vida... e junta-lo com o trabalho de seus sonhos, e usar sua perseverança (como sua vontade de aprender japonês) vai conseguir encarar os percalços que ambos os lados de sua vida exigirá.
Digo isso porque é dificil mesmo saber conciliar as duas partes da vida, tão conflitantes entre si. Mas não é nada impossivel. Só requer força de vontade. E algum altruísmo egotista (si, pq td está dentro de um paradoxo, né???).
Bjs!

aline naomi disse...

Ah, Vênus. Obrigada pelos sábios conselhos!! :) Me manda um grande amor, aí talvez eu escreva um post totalmente diferente desse! Haha! "Porque amar é tudo que existe!"
Beeijos!

Anna Carolina =dos= disse...

Apesar de impactante, a frase da Lady Gaga não deixa de ser uma realidade. A decisão é sempre pessoal. Amor x Trabalho. Por enquanto fico com os jogos da Copa mesmo!

Karen disse...

Aline, concordo com a Vênus, dificilmente você vai achar tudo perfeito na vida. Aprender a conciliar as coisas faz parte do processo.

Sobre o curso de japonês, você já pensou em assistir aulas na Aliança ou no Bunkyo? Acho que eles oferecem aulas aos sábados. Ou mesmo em um professor particular? Sempre me chateou não ter muitas opções para prosseguir os estudos aqui na minha cidade. Durante algum tempo, estudei sozinha. Agora voltei a fazer um curso, mas a professora se divide entre vários alunos em níveis diferentes e a qualidade do aprendizado também acaba dependendo muito do aluno.

Há a Fundação Japão, com uma biblioteca onde você pode pesquisar alguns livros...

Enfim, você tem oportunidades que eu não tenho. rs

Beijos,

karen

.:*Mandy*:. disse...

É aquilo que falei em um outro post: quando vc encontrar alguém, as coisas se encaixam.
Mas é, a Lady GaGa tá certa também... por enquanto o motto dela tem sido o meu tbm, hehehehehehe
Beijos

aline naomi disse...

Carol, faz bem!! hahaha

Beijo, garota!

***

Karen,
vou tentar encontrar um caminho do meio! Juro que estou tentando. Mas eu sempre quero TUDO, aí acho que não dá mesmo =P
Quanto as aulas de japonês, eu me dei melhor com o Kumon, essa coisa de estudar um pouco todos os dias é muito melhor que aula uma vez por semana. Se não tiver jeito, vou ver aulas na Aliança - eu queria ir pra lá só depois de terminar o Kumon porque imagino que as aulas devam ser caras e eu só teria aula sábado mesmo. Ah, e eu não gostei de aulas nas associações exatamente pelo que você disse: mistura de alunos de todos os níveis. Eu me desempolgava porque sempre tinha alguém que dominava mais e meio que monopolizava a professora, não foi uma experiência legal.
Mas vou continuar procurando pra ver o que é melhor. Acho que como estou no nível básico ainda, não conseguiria estudar sozinha...

Obrigada pelas dicas, de verdade! ;)

Beijos!

***

Ai, Mandy, acho que no fundo, no fundo, eu sou que nem todo mundo: quero um grande amor, que me devaste e me desnorteie... haha!
Mas enquanto isso não acontece, vou me concentrando em trabalho...

Beijos!