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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu, discípula de Nicholas Carr

Não, não é nenhum (mais um) guru religioso. Nicholas Carr é um especialista em assuntos relacionados à internet que lançou recentemente um livro chamado "The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains” (Oblíquo: O que a internet está fazendo com nossos cérebros – em tradução livre do inglês [tirei essa tradução livre deste artigo da UOL - vale a pena ler para ter noção do que se trata]).

Eu tinha lido sobre isso na newsletter da Publish News (é um site com notícias do mercado editorial em geral), mas agora não consigo encontrar a matéria no site (a newsletter eu recebo por e-mail no trabalho). Se não me engano, o Nicholas fez um experimento com ele mesmo - parou de ficar tanto tempo conectado à internet, parou de abrir o e-mail "a cada 45 segundos" (haha) para ver se o nível de concentração dele aumentava. Eu lembro desse trecho, mas não sei se foi ele mesmo que fez isso.

Bom, assim que puder, também vou fazer um experimento, restringindo meu tempo na internet/no computador. Hoje já cometi twiticídio (para mim, aquilo não serve mesmo para nada, um monte falas aleatórias e vazias, uma bagunça, enfim, me estressa) e formspringcídio (me deu preguiça de limpar as respostas em que me expus demais, então deletei tudo - bum! :). Tem quase 300 e-mails não lidos na minha caixa de e-mails e a minha vontade era de selecionar todos esses e mandar tudo para a lixeira sem ler mesmo - não sei se meu nível de estresse está muito alto, mas não aguento mais receber e-mails encaminhados sobre o nada ou sobre coisas que não me interessam. Não entendo por que as pessoas não filtram o que recebem e direcionam apenas para pessoas que se interessam por aquele determinado assunto (eu só encaminho/reencaminho mensagens para quem acho que aquilo vai servir). Também já deu vontade de deletar todas as minhas contas de todas a redes sociais (Facebook, Orkut, LinkedIn, blablá), porque já me questionei se toda essa exposição é bom para o meu Eu (haha!, é sério), se preciso mesmo de tanta autoafirmação, mas ainda vou ver o que faço. O Orkut serviu para reencontrar amigos de faz tempo e tem uns que ainda queria reencontrar (fico esperando que Fulano ou Ciclano um dia me ache e de tempos em tempos faço uma busca para ver se os encontro pelo nome e sobrenome...).

Se não ficar tanto tempo na internet, acho que dá para me concentrar mais em outras coisas que abram mais meus horizontes, sei lá. Estou tentando me desfazer de todo o excesso para ficar com o essencial e aproveitar meu tempo da melhor forma possível. Já praticamente não assisto TV há uns 10 anos e estou bem. Não vejo sentido em ver TV só porque todo mundo acha que o normal é ficar umas 3 horas por dia fazendo isso - não me dá prazer, é entediante e algumas coisas parecem subestimar a inteligência das pessoas que estão assistindo (não tenho paciência).

Só uma observação que nem sei se tem a ver com o resto do post, mas é tão engraçado que quando estou com a bolinha verde no MSN ninguém quer falar comigo e quando estou com a bolinha vermelha (ocupada - em geral, trabalhando e falando com colegas de trabalho sobre trabalho), todo mundo começa a querer puxar papo... uma amiga que observou isso e achei engraçado porque eu já tinha observado. Falei para ela que quando eu estivesse deseseperadamente ocupada, ia ficar com a bolinha verde e escrever: "TOTALMENTE À TOA - POR FAVOR, FALEM COMIGO!" =P. Ninguém ia falar comigo. Rá.

2 comentários:

Adriana Amaral disse...

Fala sério, esses discursos apocalípticos tipo desse tal Carr só me causam riso... na boa, isso ai nao tem cientificidade e nao comprova porra nennhuma. sorry pelo palavrão.. mas enfim, o grande lance é saber gerenciar as coisas.. sobre o twitter, se tu não segue pessoas interessantes que divulgam infos legais, realmente é um saco...

aline naomi disse...

Hahaha!
Eu não li o livro, não posso falar nada. Mas gostei da ideia de não ficar tão dependente da internet. Não quero nenhum tipo de dependência e sentir que posso morrer se ficar sem ver e-mail/sem internet. Acho que estou meio de saco cheio da vida virtual em geral. Ultimamente tenho a sensação de que o tempo que gasto na internet é um tempo que poderia estar lendo livros ou estar com pessoas de carne e osso, vendo/sentindo o mundo, conhecendo lugares, tudo de verdade e não pela tela. (SERÁ que estou estressada? :)
Ah, Twitter perturba a minha mente. Não curti. Antes de sair deu vontade de começar a postar coisas do tipo: "estou cagando", "estou mijando", "estou bocejando", "estou colocando a mão na calçada da fama", blablá... mas acho que não faço muito a sarcástica, então eu simplesmente saí.