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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Algumas notas sobre o curso da FGV

Bom, agora são duas da manhã e, como sou CDF (quem vê pensa! =P), estou estudando - na verdade, me obriguei a estar na frente do computador, quando queria estar debaixo das cobertas (está frio e chovendo), lendo literatura ou vendo um filme ou dormindo, porque preciso aproveitar esse curso. Depois que ele terminar, vou saber se quero investir mais nessa área de direitos autorais e vou sondar as advogadas-editoras lá da editora se teria como fazer pós nisso mesmo sem ser formada em direito. Porque para mim não interessaria aplicar a lei, mas simplesmente ter conhecimento na hora de negociar direitos de publicação de obras, imagens, fotos, etc. Acho que as editoras sérias se interessariam em contratar alguém com esse tipo de conhecimento, porque isso evitaria muita dor de cabeça e no bolso com possíveis processos por uso indevido de material ou de material que não foi negociado como deveria para publicação, ainda mais que no Brasil isso ainda é confuso, está sendo discutido e as leis estão para ser alteradas...

Por enquanto, posso dizer que estou gostando. Consegui ler quase todo o módulo 1 (de 5, sendo que já deveria estar lendo o módulo 2 e escrevendo um trabalhinho sobre o conteúdo desse outro módulo) e consegui postar alguns comentários sobre o conteúdo, além de questionamentos sobre direitos autorais de tradução (o conteúdo englobava isso também). Eu já sabia que, legalmente falando, tradutores têm os direitos da tradução, que não devem (não deveriam) ser cedidos, por se tratar de uma produção intelectual, só que as editoras fazem um contrato de cessão total de direitos da tradução, ou seja, abrimos mão da "autoria" do trabalho e só recebemos um valor x pela tradução em si e zero de direitos sobre as vendas... e somos obrigados a assinar esse tipo de contrato se quisermos o trabalho. Sei que isso também acontece com alguns autores que escrevem livros encomendados, assinam contrato de cessão de direitos e não recebem nada de direitos autorais, só um valor pré-estabelecido pelo trabalho encomendado. A minha pergunta foi: por que existe uma lei que protege os direitos autorais se as editoras não são obrigadas a cumprir? E também questionei se editoras podem simplesmente omitir o nome do tradutor dos créditos - sei de pelo menos uma editora que faz isso, só coloca algo do tipo "equipe da editora XXX" e fiquei me perguntando se era legal. Amigos/colegas questionaram a validade de traduzir para um lugar desses, já que não há como provar quem fez a tradução e talvez nem tenha como colocar isso no currículo depois. E também o contrário: se a tradução tiver muitos problemas depois de publicada, quem se responsabiliza?

Tem um material didático impresso que era para ter chegado faz tempo e só chegou essa semana lá em São José (mas precisei enviar um e-mail, solicitando - eu e várias pessoas não recebemos, pelo que li no fórum). Pediram desculpas pela demora e enviaram. Pelo menos são prestativos.

Depois que o curso terminar, falo mais. E percebi que gosto mesmo dessa área. Seria bom voltar a trabalhar (também) com direitos de publicação de obras estrangeiras - vou mentalizar, quem sabe acontece? :)

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