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terça-feira, 13 de julho de 2010

Porque eu vou ficar rica. Ou não.

Estou fazendo hora extra (hora-extra? se antes eu já me perdia com os hífens, depois do novo acordo ortográfico, então...) até umas 21h todos os dias agora. O combinado inicialmente era ficar até às 20h, mas sempre acaba passando disso, porque sempre tem trabalho. A Ana comentou que teria que fazer hora extra até umas 4h da manhã para dar conta de tudo... *rindo para não chorar, porque o mesmo se aplica a mim*

Não reclamo de ter de trabalhar à noite, porque, se pudesse escolher, só trabalharia à noite. Sinto que rendo mais. Não tem ligações e nem interrupções a cada... hm... dois minutos.

Hoje estava quase me descontrolando emocionalmente e chorei de leve (de verdade). Porque estava (estou) me sentindo sobrecarregada. Alguns livros foram para a gráfica para ser reimpressos e eu não estava sabendo, voltaram as heliográficas para eu conferir e isso atravancou a programação que eu tinha feito mentalmente para trabalhar com os lançamentos (que precisam sair agora em julho). Várias coisas, pilhas de papéis, na minha mesa, que as pessoas foram/vão colocando. Aí surgiu um problema com pagamento e contrato de uma obra lá e eu não aguentei, deu muito desespero porque estava me sentindo enlouquecer, derramei umas lagriminhas - eu sei: postura totalmente não profissional, mas foi assim e não consegui agir como adulta, fingir normalidade e equilíbrio quando tudo em volta era o caos. A San começou a rir porque ela diz que fico engraçada quando me desespero... =P Aí a Ana me ajudou a reorganizar as coisas na minha mesa, passou vários trabalhos para uma revisora free-lance interna que está lá fazer e me senti mais leve.

Saímos da editora umas 21h30 hoje. Será que fico rica com essas horas extras? =) É claro que é uma piada, porque antes precisamos pagar as horas dos jogos de futebol dos dias em que fomos dispensados. Mas se eu conseguir comprar um VOLP com a grana das horas extras já ficarei feliz. Preciso de um VOLP para consultar se as palavras têm hífen ou não (embora a maioria das palavras que eu procure lá nunca esteja lá).

Estamos trabalhando bastante, mas daqui a pouco veremos o resultado de tudo isso. Vai sair uma coleção de livros para crianças com ilustrações (lindas!) da Turma da Mônica (vou comprar uma coleção dessas para mostrar para minha family - que não tem muita noção do que faço, aliás, é sempre meio complexo explicar para quem quer que seja o que faço, então mostrarei essa coleção bonitinha pronta para os meus pais (que vai ter meu nome na página de créditos, como em todos os livros em que eu trabalhar) e direi: "ajudo a fazer livros assim; é enlouquecedor, mas eu adoro". Quando a Ana foi para uma reunião no estúdio do Maurício de Sousa, ela brincou: "Vou lá falar com a Mônica e com o Cebolinha!" =D. Na verdade, esse projeto está sendo muito light porque o próprio estúdio, além de ilustrar, está diagramando, elaborando as capas e a caixa (os livros vão dentro de uma caixa), fazendo as modificações necessárias e vai até promover a obra (com a presença da Mônica e do Cebolinha!) na Bienal - só entramos com o texto da autora e com as revisões de texto.

O trabalho/a rotina de trabalho está sendo meio diferente do que eu esperava quando entrei nessa outra editora, mas, bom, estou tentando aproveitar a viagem, porque eu sei que não é para sempre. E continuo aprendendo tudo que posso porque, isso, sim, é para sempre.

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Sobre o curso de direitos autorais on-line da FGV: não estou tendo tempo de aproveitar tanto quanto gostaria. Ainda não consegui ter base para postar comentários nos fóruns. E parece que preciso entregar um trabalho amanhã. Me avisaram por e-mail. Bom, então melhor eu ir para o banho agora e ler os textos e tentar escrever algo.

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Ainda esse mês paro de falar só de trabalho. Pretendo ir para praia no fim de semana que vem (mesmo se continuar chovendo o dia inteiro, como hoje), terminar de ler Flush, ver uns filmes, retomar a escritura dos contos que um dia deixei pela metade.

Trouxe uns projetos de tatuagens para São Paulo nesse fim de semana. Por enquanto, são cinco, incluindo uma carpa que vai ocupar um terço das minhas costas (eu não ia fazer uma tão grande assim, mas alguém de quem eu gosto tem e eu quero uma igual, porque eu não quero esquecer essa pessoa - toda vez que eu olhar a tatuagem, vou lembrar que em algum lugar do mundo existe alguém com uma igual e as coisas talvez façam mais sentido), só que ainda preciso ver como passar a arte final para o papel (será que um dos meninos de arte fariam para mim? o Jackson e o Sergio mandam bem nas ilustrações...). Bom, esse mês acho que reúno tudo para depois planejar melhor, fazer orçamento e daqui uns meses faço tudo de uma vez. Choco meus pais de uma vez =). Se bem que depois da carpa que meu irmão tatuou no braço, acho que nada mais choca. Exceto pelo fato de eu "ser menina" e porque meu pai acha que um dia eu vou casar, eu não deveria fazer esse tipo de coisa, porque os meninos de família não gostam de meninas "maloqueiras" (haha!). Mas pai, nunca se preocupe, eu não vou casar mesmo.

2 comentários:

Adriana Amaral disse...

Tirando a parte do trabalho teus posts parecem de um diário de adolescente hahaha, não fique braba, é q essa coisa de se preocupar com que os pais pensam, etc me lembra qdo eu tinha uns 13 anos rs

aline naomi disse...

Hahaha!
Não fico brava. Pra falar a verdade, estou com problemas de adaptação para a fase adulta mesmo. As pessoas me falam coisas e me sinto de outro mundo, não consigo entender por que algumas coisas são do jeito que são, não consigo me comportar como as pessoas esperam, me sinto esquisita. Um dia essa sensação deve passar. Só não quero virar uma adulta bege nem cinza. Um dia acho o caminh do meio.